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Influenciadora, mãe de filho de Elon Musk perde selo de 'conta verificada' do X após reclamar de fotos sexualizadas pela IA

Reprodução / Redes Sociais
A influenciadora e estrategista política perdeu o selo de "conta verificada" na plataforma  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 10/01/2026, às 19h36



Após reclamar da manipulação de suas fotos, com conotação sexual, feita pelo Grok,  ferramenta de inteligência artificial da rede social X, a influenciadora e estrategista política Ashley St Clair, que teve um filho com Elon Musk, perdeu o selo de "conta verificada" na plataforma, que pertence ao bilionário.

A mulher, que se afastou de Musk depois do nascimento do filho deles, em 2024, afirmou que apoiadores do bilionário utilizavam o Grok para criar uma forma de "pornografia de vingança" e chegaram a usar uma foto dela quando ainda era adolescente, sem roupa. A prática bizarra tem viralizado no mundo e já atingiu brasileiras, como a cantora Julie Yukari.

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Ao perder o "selo azul", Ashley não pode mais monetizar na rede social. A americana publicou uma foto no X mostrando notificações avisando que a sua monetização e os seus sistemas de receita de criadora tinham sido interrompidos. “Eles tiraram meu selo de verificação e cancelaram meu Twitter Premium, kkkk", postou ela.

Conta sem verificação
Reprodução / X

De acordo com a americana nascida na Flórida, nos Estados Unidos, os seguidores de Musk a desprezam a partir do momento no qual ela tornou público o desejo do bilionário de construir uma "legião" de filhos. Musk é pai de outros 13 filhos, com três mulheres diferentes.

Polêmicas com o Grok

A IA do X tem sido alvo de críticas de legisladores e órgãos reguladores em todo o planeta após vim à tona que a ferramenta vem sendo utilizada para  gerar imagens sexualizadas de menores e adultos, incluindo figuras públicas, sem consentimento.

O abuso sexual generalizado mostra usuários do X solicitando ao Grok, por exemplo, para manipular fotos de mulheres totalmente vestidas, colocando-as de biquíni, de joelhos e cobrindo-as com o que parece ser sêmen.

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O Grok tem gerado 85 vezes mais imagens de pessoas sexualizadas por hora do que outras ferramentas, apontou um estudo feito pela consultoria Genevieve Oh, que pesquisa redes sociais e deepfakes. Desde o final do mês de dezembro, usuários do X têm solicitado cada vez mais ao Grok que altere fotos que outras pessoas publicam de si mesmas. 

O chatbot gerou cerca de 6.700 imagens por hora que foram identificadas como sexualmente sugestivas ou que envolviam nudez, durante uma análise de 24 horas. O governo da Indonésia anunciou, neste sábado (10), a suspensão temporária do Grok por causa da manipulação de imagens de mulheres. Diversos países da Ásia e da Europa pressionam o X por uma solução.

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