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Invasão alienígena? Nasa aciona protocolo de ameaças espaciais contra cometa de 33 bilhões de toneladas

Nasa
Com um núcleo rochoso de 5,6 km de diâmetro e 33 bilhões de toneladas, o 31/Atlas é um dos cometas mais massivos já observados  |   Bnews - Divulgação Nasa
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 26/10/2025, às 09h00



A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) emitiu alertas e ativou seu protocolo de defesa planetária após detectar comportamento considerado "inexplicável" no cometa 31/Atlas, identificado originalmente pela Rede Internacional de Alerta de Asteroides (Iawn), a mais de 670 milhões de quilômetros do Sol.

O objeto viaja a uma velocidade de 61 quilômetros por segundo. O Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC) colabora atualmente com outros centros internacionais para compreender melhor sua composição, trajetória e as possíveis implicações científicas de sua passagem pelo Sistema Solar.

Segundo a agência espacial, o alerta técnico foi emitido nesta terça-feira (21) por meio do boletim MPEC (2025-U142), do Minor Planet Center de Harvard, levantando preocupação entre cientistas sobre as características incomuns do objeto.

De acordo com a Nasa, uma equipe de especialistas realizará um exercício especial de treinamento entre 27 de novembro deste ano e 27 de janeiro de 2026. A iniciativa integra uma série de ações que buscam analisar com mais precisão o comportamento do fenômeno 31/Atlas e reforçar os protocolos de resposta a possíveis ameaças espaciais.

"Corpos cometários são sistemas estendidos, para os quais as medições geralmente podem ser extraídas de seu centroide de brilho máximo", afirmou a agência em comunicado, destacando que o fenômeno dificulta cálculos sobre sua posição exata.

Por isso, a Iawn alertou que o cometa apresenta “desafios únicos” para prever com segurança sua trajetória nas próximas semanas. O 31/Atlas possui núcleo rochoso que pode ter cerca de 5,6 quilômetros de diâmetro e uma massa superior a 33 bilhões de toneladas — o que o torna um dos corpos mais massivos desse tipo já observados.

Neste contexto, o Minor Planet Center de Harvard — que opera sob supervisão da União Astronômica Internacional (IAU) e conta com financiamento da Nasa — anunciou que, como parte dessa campanha, será realizado um workshop focado em técnicas de astrometria de cometas, visando melhorar a precisão das observações e evitar interpretações equivocadas.

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