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Irã desafia pressão dos EUA e diz que seguirá com enriquecimento de urânio

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Apesar do clima de tensão, representantes dos dois países devem retomar as negociações nesta sexta-feira (10)  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / Pixabay
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 09/04/2026, às 09h13



O governo do Irã voltou a endurecer, nesta quinta-feira (9), o discurso sobre seu programa nuclear e afirmou que não pretende recuar diante das pressões internacionais. A declaração foi feita por Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do país, em resposta às recentes falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Eslami, o Irã não aceitará qualquer tipo de restrição ao enriquecimento de urânio, considerado estratégico para o país. Ele afirmou que nenhuma decisão externa será capaz de interromper o avanço do programa nuclear iraniano, reforçando a postura de soberania adotada por Teerã.

“O inimigo não conseguirá restringir o programa de enriquecimento do Irã. Nenhuma lei ou pessoa pode nos impedir. Todas as conspirações e ações dos inimigos, incluindo esta guerra selvagem, não produziram resultados, e tentam obter algo por meio de negociações apenas para satisfazer a si mesmos e aos sionistas”, afirmou Eslami, segundo a agência estatal iraniana Isna.

A manifestação ocorre após Trump declarar que o Irã não poderá mais enriquecer urânio em um cenário pós-conflito. O presidente norte-americano também afirmou que pretende retirar materiais e estruturas nucleares do território iraniano, incluindo instalações subterrâneas.

Além disso, o republicano voltou a ameaçar uma retomada das ofensivas militares caso não haja um acordo considerado “real”. Segundo ele, os Estados Unidos estão preparados para realizar novos ataques, ainda mais intensos, se as negociações não avançarem.

Trump também destacou que o principal objetivo de Washington é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Outro ponto citado pelo presidente foi a necessidade de manter o Estreito de Hormuz aberto, área considerada vital para o transporte global de petróleo.

Apesar do clima de tensão, representantes dos dois países devem retomar as negociações nesta sexta-feira (10), em reuniões previstas para ocorrer no Paquistão. O objetivo é tentar avançar em um acordo que encerre o conflito, que também envolve Israel.

As conversas acontecem em meio a um cessar-fogo considerado frágil. Autoridades iranianas já acusaram adversários de violar o acordo firmado recentemente, o que aumenta a desconfiança entre as partes.

O enriquecimento de urânio segue como o principal ponto de divergência. Embora tenha uso civil, a tecnologia também pode ser aplicada na produção de armas nucleares, o que mantém o tema no centro das tensões internacionais.

Diante desse cenário, o impasse entre Irã e Estados Unidos continua sem solução imediata, com riscos de novos desdobramentos tanto no campo diplomático quanto militar.

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