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Israel acusa líderes europeus de transformarem "sangue judeu em lixo"; entenda

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Declarações surgem após apelos de líderes europeus para o fim das ações israelenses na faixa de Gaza  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Pixabay

Publicado em 22/05/2025, às 13h12   Maurício Viana



O governo de Israel acusou nesta quinta-feira (22) líderes europeus de “incitação antissemita tóxica” após a morte de um casal de funcionários da embaixada israelense na frente de um museu judaico em Washington, capital dos Estados Unidos, na noite da última quarta-feira (21).

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou em entrevista coletiva em Jerusalém que "há uma ligação direta entre a incitação antissemita e anti-israelense e o ataque a Washington [...] essa incitação também é praticada por líderes e autoridades de muitos países e organizações internacionais, especialmente europeias".

Saar também afirmou que “as calúnias sobre sangue, genocídio, crimes contra a humanidade e assassinato de recém-nascidos abriram caminho para esses assassinatos. É isso que acontece quando líderes mundiais se rendem à propaganda terrorista palestina e a servem".

De acordo com a agência Ansa, o ministro também afirmou que as conspirações mundiais propagadas pelas lideranças “transformaram sangue judeu em lixo". Amichai Chikli, ministro israelense de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, declarou que é necessário "responsabilizar pelo que aconteceu em Washington os líderes irresponsáveis do Ocidente que apoiam o ódio" contra Israel.

"O presidente [da França] Emmanuel Macron, o primeiro-ministro [do Reino Unido] Keir Starmer e o premiê canadense, Mark Carney, todos, de maneiras diferentes, encorajaram as forças do terror sem traçar limites morais. Essa covardia é paga com sangue judeu", afirmou Chikli.

As declarações das autoridades israelenses ocorrem após os líderes da França, Canadá e Reino Unido terem na última segunda-feira (19) feito um apelo pelo fim das ações consideradas “escandalosas” realizadas por Israel na faixa de Gaza. As lideranças também afirmaram que irão anunciar medidas concretas caso a ofensiva militar não seja interrompida no território palestino.

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