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Jovem sofre convulsões e múltiplas paradas cardíacas após tomar energético antes de treinar

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Jazmin Garza, do Texas, sofreu convulsões e múltiplas paradas cardíacas após consumir energético e ficou em estado crítico na UTI por duas semanas.  |   Bnews - Divulgação Getty Images
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 09/02/2025, às 14h35



Uma jovem de 20 anos precisou ficar na UTI após sofrer convulsões e múltiplas paradas cardíacas na academia. Ela havia consumido uma bebida energética com alto teor de cafeína pouco antes do treino, embora os especialistas ainda não tenham confirmado se isso contribuiu para a emergência médica.

De acordo com informações do Jornal O Globo, Jazmin Garza, moradora do Texas (cidade nos EUA), tomou um gole de uma bebida energética enquanto estava na academia e, momentos depois, enquanto se exercitava, teve convulsões e desabou no chão com sangramento pelo nariz, de acordo com uma página GoFundMe criada por seu namorado Isaac Ayala.

Quando a equipe de emergência chegou, eles conseguiram fazer seu coração voltar a bater usando um desfibrilador. Garza recebeu alta após duas semanas de internação, mas, apesar de uma investigação minuciosa, os médicos não conseguiram determinar a causa exata de sua parada cardíaca. 

"Quando ela teve uma parada cardíaca, seu estômago e seus rins pararam de funcionar e seus pulmões e coração estavam em muito mau estado. Ela teve que superar três suportes de vida diferentes (uma máquina de ECMO para a circulação sanguínea, diálise para limpar os rins e uma máquina para controlar os níveis de oxigênio) no hospital e vários procedimentos", escreveu Ayala na página.

A mulher não tinha nenhum problema cardíaco diagnosticado ou histórico familiar de problemas cardíacos. Mas ela tinha palpitações que poderiam ser um sinal de um problema cardíaco não diagnosticado.

Os achados levaram pesquisadores do Centro de Pesquisa Translacional em Saúde Pública da Universidade Teesside e da Universidade de Newcastle, que conduziram a análise, a pedirem que o governo britânico proíba a venda dos produtos para menores de 16 anos, algo permitido tanto no Reino Unido, como no Brasil.

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