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Manifestações no Irã deixam mais de 400 mortos e 2 mil presos, afirma ONG

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Manifestações iranianas já são consideradas as maiores desde a morte de Marsha Amini em 2022  |   Bnews - Divulgação Reproução / X
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 11/01/2026, às 13h04 - Atualizado às 13h14



Os protestos que ocorrem há duas semanas no Irã já mataram mais de 466 pessoas, segundo informou o HRANA, grupo de direitos humanos iraniano que é sediado nos Estados Unidos. A confirmação do aumento no número de mortes ocorreu na manhã deste domingo (11).

Ainda segundo o grupo, mais de 2.600 pessoas já foram presas desde que os protestos começaram. Mais de 512 locais em 180 cidades iranianas, sendo essas as maiores desde 2022, quando uma onda de protestos foi desencadeada pela morte de Mahsa Amini, que estava presa por usar um véu errado.

O país vem enfrentando dificuldades econômicas a anos e, essas manifestações começaram contra a inflação desenfreada, porém, acabaram se espalhando pelo país e se tornaram ações contra o regime do país.

Segundo a imprensa internacional, desde que o país entrou em greve, as autoridades cortaram o acesso a internet e a comunicação do país, o deixando completamente isolado do resto do mundo. 

“O bloqueio da internet no Irã já ultrapassou a marca de 60 horas, com os níveis de conectividade nacional permanecendo estagnados em torno de 1% dos níveis normais”, disse a NetBlocks, empresa de monitoramento de de comunicação, através de uma postagem nas redes sociais.

“A medida de censura representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos em um momento crucial para o futuro do país”, completou.

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