Mundo
por Natane Ramos
Publicado em 19/12/2024, às 08h12
A Justiça francesa condenou Dominique Pelicot, de 72 anos, por drogar e estuprar repetidamente sua esposa, Gisèle Pelicot, de 71 anos, durante quase uma década. Além disso, ele convidava estranhos para abusarem sexualmente dela enquanto estava inconsciente. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19).
Os promotores do caso pediram uma pena de 20 anos de prisão pelos crimes hediondos cometidos contra Gisèle, que tornou-se símbolo de resistência ao expor publicamente sua história e lutar por justiça.
Um grupo inicial de 20 dos 50 homens acusados de estuprar Gisèle também foi considerado culpado, enquanto os demais ainda aguardam julgamento. As penas sugeridas para os réus variam entre quatro e 18 anos de prisão, com vereditos previstos para o mesmo dia.
Durante o julgamento, que durou três meses, Dominique Pelicot confessou os crimes e pediu desculpas à família, incluindo os filhos do casal, David, Caroline e Florian, que apoiaram Gisèle no tribunal.
Alguns acusados alegaram ter acreditado que o ato sexual era consensual, argumentando que Dominique havia dado sua aprovação. Porém, o réu negou ter enganado os homens, afirmando que eles sabiam que Gisèle estava inconsciente e não havia consentido.
O caso gerou debates sobre a necessidade de atualizar a lei de estupro na França, que atualmente não especifica que o ato sexual deve envolver consentimento explícito.
Determinada, Gisèle enfrentou todos os agressores no tribunal e declarou que não sente vergonha pelo que aconteceu:
"Decidi não ter vergonha, não fiz nada de errado. Eles são os que devem ter vergonha", afirmou em seu testemunho em outubro.
Ver essa foto no Instagram
Classificação Indicativa: Livre
Qualidade Stanley
Limpeza inteligente
Baita desconto
Cupom de lançamento
Imperdível