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Médica é presa após polícia encontrar 34 fetos enterrados no jardim de sua casa

Polícia de Rzeszów
A investigação começou após trabalhadores encontrarem resíduos médicos, resultando na descoberta dos fetos  |   Bnews - Divulgação Polícia de Rzeszów
Victória Valentina

por Victória Valentina

Publicado em 16/06/2026, às 09h54



O que parecia ser um simples jardim de uma residência se revelou um verdadeiro cemitério na cidade de Lutoryz, no sudeste da Polônia, após autoridades locais encontrarem 34 fetos humanos enterrados na propriedade. A descoberta levou à prisão de uma médica de 57 anos, suspeita de utilizar os restos mortais em experimentos e de descartar irregularmente resíduos médicos.

A mulher, identificada como Magdalena H., é uma patologista sem antecedentes criminais e teve a prisão preventiva decretada por três meses. Ela é investigada pelos crimes de profanação de cadáver, manuseio inadequado de resíduos e descarte ilegal de materiais perigosos. Os delitos podem resultar em uma pena de até 12 anos de prisão.

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A investigação teve início após trabalhadores encontrarem resíduos médicos durante obras de terraplanagem na antiga residência da médica. A partir da denúncia, equipes policiais e do Ministério Público realizaram buscas detalhadas no terreno, utilizando cães farejadores, sensores e radar de penetração no solo.

Além dos 34 fetos ou fragmentos fetais enterrados, os investigadores localizaram blocos de parafina, lâminas de microscópio e outros materiais utilizados em exames laboratoriais. Todo o material foi recolhido para perícia.

Segundo a Procuradoria Distrital de Rzeszów, ainda não há indícios de que os fetos tenham sido obtidos por meio de abortos ilegais, apesar da repercussão do caso em um país que possui uma das legislações mais restritivas da Europa sobre interrupção da gravidez.

Em depoimento às autoridades, Magdalena H. não admitiu culpa pelos crimes investigados, mas confirmou que foi responsável por levar e enterrar os fetos encontrados no jardim, assim como outros resíduos médicos.

As autoridades polonesas seguem investigando a origem do material e as circunstâncias em que os fetos foram armazenados e enterrados.

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