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Ministro venezuelano confirma que Maduro permanece presidente e afirma: “A Venezuela está em paz e calma”

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Durante a cúpula da CELAC, Yván Gil reafirma que Nicolás Maduro está no pleno exercício de seu mandato como presidente da Venezuela  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 04/01/2026, às 19h40 - Atualizado às 20h10



O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, declarou, neste domingo (4), durante a cúpula extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que Nicolás Maduro segue como presidente do país “no pleno exercício de seu mandato”. A reunião foi convocada pelo Brasil para discutir a crise regional após o ataque militar ocorrido em 2 de janeiro.

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Em seu discurso, Gil afirmou que, apesar do que classificou como um “sequestro ilegal” de Maduro pelos Estados Unidos, não há ruptura institucional no país. Segundo o chanceler, todas as instituições venezuelanas continuam funcionando normalmente e o país permanece unido.

“Na Venezuela existe um presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, que, embora esteja sendo sequestrado ilegalmente, permanece como chefe de Estado no pleno exercício de seu mandato”, disse.

O chefe da diplomacia venezuelana ressaltou ainda que o povo do país “está unido” e que todas as estruturas do Estado seguem operando após a ativação dos mecanismos constitucionais previstos para situações de contingência.

De acordo com Gil, a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, está exercendo suas funções a partir de Caracas, após convocar um Conselho de Defesa Nacional composto por representantes de todos os Poderes.

Gil também destacou que a situação interna segue estável. “Hoje, a Venezuela, apesar do ataque, está em paz e tranquilidade, e suas instituições estão funcionando plenamente”, afirmou, rebatendo narrativas internacionais que apontariam para um cenário de caos ou vazio de poder.

Além de reiterar a legitimidade do governo Maduro, o chanceler exigiu a retirada imediata das forças militares dos Estados Unidos da região do Caribe. Segundo ele, a presença militar estrangeira representa uma ameaça à soberania venezuelana e à estabilidade regional.

O ministro deixou claro que, embora a Venezuela permaneça “firmemente comprometida com a via diplomática e o diálogo”, o país não aceitará “humilhação ou imposição” por parte de Washington. A declaração reforça a disposição para a negociação expressa por Maduro dias antes do ataque, ao mesmo tempo em que rejeita qualquer capitulação diante de pressões militares.

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