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Ministros aprovam lei que prevê pena de 10 anos para 'crime de homossexualidade'

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Condenados pela nova lei podem enfrentar pena de 10 anos de prisão ou multa de R$ 93 mil  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 12/03/2026, às 16h21



O Parlamento do Senegal aprovou nesta quinta-feira (12) uma lei que dobra a pena máxima para relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Pelo novo texto, condenados podem enfrentar até 10 anos de prisão ou multa de até 10 milhões de francos CFA, o equivalente a cerca de R$ 93 mil.

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A proposta descreve a homossexualidade como contra a natureza” e a equipara a práticas como necrofilia e zoofilia.

O projeto foi apresentado pelo primeiro-ministro Ousmane Sonko e aprovado por 135 votos a zero, com três abstenções. Agora, o texto aguarda a assinatura do presidente Bassirou Diomaye Faye para entrar em vigor.

Além do aumento da pena, a legislação prevê punições para quem promover” ou “financiar” a homossexualidade, o que pode atingir organizações que atuam na defesa de minorias sexuais e de gênero.

Durante o debate, integrantes do governo argumentaram que a lei anterior, criada em 1966, era considerada branda. Leis que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são comuns no continente africano.

Mais de 30 dos 54 países da África mantêm algum tipo de punição. Em lugares como Somália, Uganda e Mauritânia, a punição pode chegar à pena de morte.

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