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Netanyaahu se diz chocado com a morte de funcionários da embaixada de Israel nos EUA: 'Assassinatos antissemitas'

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Benjamin Netanyaahu diz que irá reforçar a segurança das embaixadas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Agência Brasil
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 22/05/2025, às 09h15



O primeiro-ministro e Israel, Benjamin Netanyaahu, disse, nesta quinta-feira (22), estar abismado com o assassinato de um casal de funcionários da embaixada de Israel em Washington, capital dos Estados Unidos. O premiê definiu o caso como antissemita. 

O casal, Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, morreram baleados durante a noite desta terça-feira (21), após deixarem um evento artístico no Museu Judaico da Capital. Segundo o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, as vítimas eram um casal jovem que estava prestes a se casar.

Netanyahu chamou os casos de "assassinatos antissemitas" e disse que irá reforçar as embaixadas israelenses ao redor do mundo.  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solidarizou-se com os familiares dos envolvidos no ataque e culpou o antissemitismo pela morte. 

Esses assassinatos horríveis em D.C., claramente motivados por antissemitismo, precisam acabar, agora! O ódio e o radicalismo não têm lugar nos EUA. Meus sentimentos às famílias das vítimas. É muito triste que coisas assim ainda possam acontecer! Que Deus abençoe a todos vocês!", disse Trump na sua rede social Truth Social.

Antissemitismo é o preconceito, hostilidade ou discriminação contra judeus, podendo variar desde estereótipos negativos até ações violentas.

A morte do casal foi confirmada pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, nas redes sociais. A polícia local informou que um dos suspeitos de participar do tiroteio está sob custódia. Elias Rodriguez, de 30 anos, foi visto caminhando "de um lado para o outro" antes do tiroteio e foi detido pela segurança do evento.

Segundo a chefe do departamento, ele gritou  "Palestina Livre". 

O CEO do Comitê Judaico Americano (AJC, na sigla em inglês), confirmou que a organização sediava um evento no museu durante a  noite do crime. 

"Estamos devastados por um ato de violência indescritível ter ocorrido do lado de fora do local. Neste momento, enquanto aguardamos mais informações da polícia sobre exatamente o que aconteceu, nossa atenção e nossos corações estão voltados exclusivamente para os feridos e suas famílias", disse.

Segundo o canal ABC News, a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, e a Procuradora Interina do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, foram ao local pouco após o incidente. O crime ocorreu próximo a sede do FBI regional. O diretor da organização, Kash  Patel, disse que ele e sua equipe foram informados do tiroteio. 

Enquanto trabalhamos com o Departamento de Polícia Metropolitana para responder e entender mais sobre o ocorrido, por ora, por favor, orem pelas vítimas e suas famílias", escreveu ele no X.

O embaixador de Israel nas ONU, Danny Danon, chamou o tiroteio de um "ato de terrorismo antissemita perverso" em suas redes sociais.

"Atacar diplomatas e a comunidade judaica é ultrapassar um limite inaceitável", escreveu ele.

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