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Funcionários da Embaixada de Israel morrem durante ataque nos EUA; veja vídeo

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Testemunhas relataram que autor dos disparos caminhava de um lado para o outro antes de abrir fogo.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / X
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 22/05/2025, às 05h51 - Atualizado às 05h57



Dois funcionários da Embaixada de Israel foram assassinados a tiros na noite desta quarta-feira (21) em frente ao Museu Judaico, em Washington, capital dos Estados Unidos. As vítimas, identificadas como Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, eram um casal jovem que planejava ficar noivo na próxima semana, segundo confirmou o embaixador de Israel no país.

O ataque aconteceu durante um evento organizado pelo Comitê Judaico Americano (AJC) no local. De acordo com a Polícia Metropolitana, o suspeito, Elias Rodriguez, de 30 anos, foi detido imediatamente após o tiroteio. Testemunhas relataram que ele caminhava de um lado para o outro antes de abrir fogo e, durante a prisão, teria gritado "Palestina Livre". A polícia informou ainda que ele não possui antecedentes criminais.

Rodriguez teria disparado contra quatro pessoas e, na sequência, tentou invadir o prédio onde ocorria o evento, mas foi impedido pelos seguranças. Após ser contido, o suspeito indicou onde havia descartado a arma usada no crime, que foi localizada pelas autoridades. O vídeo abaixo mostra o momento da prisão.

O crime chocou autoridades e lideranças políticas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o ataque como “assassinato antissemita” e anunciou reforço na segurança das representações israelenses ao redor do mundo. “Estamos chocados e de luto pela morte desse jovem casal. É um crime que ultrapassa todos os limites”, declarou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou nas redes sociais. “Esses assassinatos horríveis, claramente motivados por antissemitismo, precisam acabar, agora! O ódio e o radicalismo não têm lugar nos EUA”, escreveu.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, chamou o ataque de “terrorismo antissemita perverso” e defendeu ações mais rigorosas contra esse tipo de crime. “Atacar diplomatas e a comunidade judaica é ultrapassar um limite inaceitável”, afirmou.

O FBI (Federal Bureau of Investigation, em português "Agência Federal de Investigação") acompanha a investigação. Segundo o diretor da agência, Kash Patel, o tiroteio aconteceu nas proximidades do escritório regional do órgão. “Estamos colaborando com as autoridades locais para esclarecer os fatos. Nossas orações estão com as vítimas e suas famílias”, disse.

Em comunicado, a porta-voz da Embaixada de Israel, Tal Naium Cohen, afirmou confiar na atuação das autoridades americanas. “Temos total confiança nas forças de segurança locais e federais para garantir a proteção dos nossos representantes e das comunidades judaicas em todo o território americano”, declarou.

O caso está sendo investigado como crime de ódio e ato de terrorismo doméstico.

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