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O que está por trás da aproximação de Nicolás Maduro com igrejas evangélicas que atuam no Brasil

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Especialistas políticos creem que proximidade é uma forma de conter a perda de popularidade de Maduro em diversas áreas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 11/08/2025, às 08h38 - Atualizado às 09h06



A gestão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, é marcada pela proximidade a diferentes religiões. O chefe de Estado já disse ter recebido mensagem do falecido líder venezuelano Hugo Chavéz, utiliza um anel de um guru indiano, e, mais recentemente, tem se aproximado de grupos evangélicos, recebendo, inclusive, apoio do bispo brasileiro Edir Macedo, conforme informações do portal Folha de S. Paulo. 

Especialistas políticos acreditam que a proximidade é uma forma de conter a perda de popularidade em diversas áreas. E o número de evangélicos venezuelanos vêm aumentando. Um estudo do Instituto Latinobarómetro apontou que o índice, que estava em 2,1%, em 2010, passou para 30,9% em 2023, superando a média de 17 países analisados da América Latina: de 23%.

Em 2024, por exemplo, o líder da Igreja Universal na Venezuela, bispo Ronaldo Santos, realizou um culto com a presença de Maduro e da primeira dama, Cilia Flores. “O céu está aberto para esta nação, sobre este país”, disse o bispo, segundo a reportagem. O movimento ganhou força na década de 1970 com a Teologia da Prosperidade. 

É importante ressaltar que, aqui no Brasil, o bispo Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, publicou um texto afirmando que é impossível ser cristão e de esquerda, contrariando as políticas venezuelanas. Acredita-se que a Universal também tenha interesse por trás dessa parceria e deseja abrir uma concessão de TV na Venezuela. A Assembleia de Deus também conta com grande volume de venezuelanos, principalmente na parte amazônica do país. 

Maduro tem criado programas voltados para as igrejas evangélicas, como o ‘Minha Igreja Bem Equipada’ e o ‘Bônus do Bom Pastor’, uma com investimento para reformas de templos e a outra para ajudar financeiramente líderes religiosos. 

Pastores evangélicos também estão ligados diretamente à política, a exemplo do deputado suplente Moisés Garcia, que é também presidente do Movimento Cristão Evangélico pela Venezuela (Mocev). É importante ressaltar, no entanto, que nem todos os pastores evangélicos apoiam Maduro. Segundo a reportagem, a Venezuela é o 71° país a perseguir cristãos.

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