Mundo
por Victória Valentina
Publicado em 24/06/2026, às 10h51
Uma intensa onda de calor que atinge a Europa já provocou ao menos 50 mortes em diferentes países e tem fechado escolas e afetado diversos serviços essenciais, como transporte e agricultura. Segundo meteorologistas, as temperaturas extremas, que em algumas regiões superam os 40°C, devem continuar nos próximos dias.
Pelo menos 48 pessoas morreram afogadas na França ao tentarem aliviar o calor em rios, lagos e praias, de acordo com informações da agência Reuters. O país também registrou mortes de crianças por insolação e de idosos afetados pelas altas temperaturas. Na Espanha, outras duas mortes de pessoas mais velhas foram associadas ao calor extremo.
Na França, que registrou o dia mais quente em quase oito décadas, cortes de energia atingiram milhares de residências na região noroeste da Bretanha. Já no Reino Unido, mais de mil escolas foram fechadas ou liberaram alunos mais cedo devido às condições climáticas, segundo a BBC.
Autoridades da Itália alertam que a situação pode piorar nos próximos dias, com previsão de pico entre domingo e segunda-feira. Em regiões como Toscana e Emília-Romanha, os termômetros podem chegar a 41°C, com sensação térmica ainda mais elevada.
Em toda a Europa, supermercados registram aumento expressivo na procura por itens como ventiladores, sorvetes e protetor solar, enquanto empresas de construção e logística ajustam horários para reduzir a exposição dos trabalhadores ao sol.
Quais são as causas do calor extremo?
Segundo meteorologistas, o fenômeno está associado a um sistema atmosférico conhecido como "bloqueio ômega", que impede a circulação normal de massas de ar e mantém o calor preso sobre a região por vários dias consecutivos.
O bloqueio cria uma espécie de "tampa" atmosférica, intensificando o aquecimento e dificultando a chegada de frentes frias. Com isso, os dias e noites são afetados por temperaturas elevadas.
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