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País europeu estuda proibir redes sociais para menores de 15 anos; saiba detalhes

Marcelo Camargo / Agência Brasil e Ilustrativa / Freepik
Decisão para a proibição deve ser tomada ainda nesta segunda-feira (26)  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil e Ilustrativa / Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 26/01/2026, às 15h31



Os deputados da França devem decidir nesta segunda-feira (26), se as redes sociais passarão a ser proibidas para menores de 15 anos de idade, após o presidente Emmanuel Macron fazer uma pressão para uma regulação digital.

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A medida visa proteger a saúde mental dos adolescentes e combater o assédio realizado de forma online. 

No último dezembro, a Austrália se tornou no primeiro país do mundo a vetar o uso de redes sociais por pessoas menores de 16 anos. Em um vídeo publicado no último sábado (24), Macron contou que as plataformas dos Estados Unidos e os algoritmos da China estariam manipulando as emoções das crianças e adolescentes da França.

O presidente europeu deseja transformar a proteção de menores contra as redes sociais e regulação do tempo de tela como uma das suas principais bandeiras no segundo mandato, previsto para acabar em 2027. A expectativa é que a proibição entraria em vigor a partir do próximo setembro para as novas contas e dia 31 de dezembro para as já existentes.

A norma já se aplica nas escolas de ensino fundamental e nos colégios e agora busca proibir nos liceus. Em um liceu profissional de Montsoult, localizado a 25 km ao norte da capital Paris, os 600 alunos devem deixar os celulares dentro de maletas durante as aulas e os resultados apresentados foram satisfatórios.

A proposta que será apresentada pelos deputados franceses do partido Renascimento deve seguir para o Senado com a intenção de ser aprovada em meados do próximo fevereiro. Sobre a medida, o ex-primeiro-ministro e líder dos deputados governistas, Gabriel Attal espera que os senadores também aprovem a proibição que deve entrar em vigor em 1º de fevereiro.

A França pode ser pioneira na Europa em um mês: podemos mudar a vida de nossos jovens e de nossas famílias", avaliou Attal.

A Agência Francesa de Segurança Sanitária (Anses) alertou que o TikTok, Instagram e Snapchat podem prejudicar a saúde mental dos jovens por apresentarem riscos como o ciberassédio, comparação permanente, exposição a conteúdos violentos, captura da atenção e piora do sono.

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