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Papa chega de helicóptero a Mônaco e cobra ricos: 'dividam a riqueza'

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Em Mônaco, um dos países mais ricos do mundo, Pontífice denuncia 'abismos sociais"  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Vatican Media
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 28/03/2026, às 15h46 - Atualizado às 15h52



O Papa Leão XIV fez um apelo por mais equilíbrio social durante visita oficial a Mônaco neste sábado. Em discurso marcado por críticas à concentração de renda, o pontífice falou em “abismos entre pobres e ricos” e cobrou uma redistribuição mais justa de recursos.

A fala ocorreu poucas horas após sua chegada ao principado, um dos territórios mais ricos do mundo, onde foi recebido pelo príncipe Albert II de Mônaco e pela princesa Charlène de Mônaco. Do alto do Palácio do Príncipe, diante de milhares de fiéis, Leão XIV adotou um tom crítico ao abordar desigualdades estruturais.

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Segundo ele, existem “configurações injustas do poder” e “estruturas de pecado” que ampliam distâncias sociais, criando divisões entre privilegiados e excluídos.

O Papa também defendeu que riqueza e oportunidades não devem ser acumuladas sem propósito coletivo.

“Cada talento, cada oportunidade, cada bem depositado em nossas mãos tem um destino universal”, afirmou, em francês. A mensagem foi interpretada como um chamado direto à elite econômica local, em um país onde o luxo faz parte da paisagem cotidiana.

Sem ignorar o cenário global, o pontífice também criticou o uso da força e conflitos internacionais, alertando que práticas baseadas na imposição e na desigualdade colocam a paz em risco.

A resposta veio no mesmo tom diplomático. O príncipe Albert II reconheceu a necessidade de solidariedade por parte dos mais ricos e afirmou que até pequenos Estados podem contribuir para reduzir desigualdades no mundo.

A visita também incluiu compromissos religiosos, com encontros na Catedral da Imaculada Conceição e passagem pela igreja de Santa Devota. O ponto alto da agenda será uma missa campal no Estádio Louis II, com público estimado em 15 mil pessoas.

A viagem acontece às vésperas da Páscoa e funciona como um teste de popularidade para Leão XIV, sucessor do Papa Francisco

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