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Parada do Orgulho LGBTQIA+ será realizada na Hungria após tentativa de proibição

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Primeiro-ministro Viktor Orbán ameaça consequências legais para organizadores e participantes da marcha em Budapeste  |   Bnews - Divulgação Reprodução / You Tube

Publicado em 28/06/2025, às 12h43 - Atualizado às 12h45   Yuri Pastori



A Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Budapeste está confirmada para, este sábado (28),  apesar da tentativa de proibição pelo governo húngaro. O primeiro-ministro, Viktor Orbán, prometeu “consequências legais” para quem organizar ou participar da marcha.
Com o pretexto de “proteger crianças”, no mês de março, o parlamento húngaro — dominado pelo partido conservador Fidesz — aprovou uma nova legislação que permite à polícia proibir eventos como a Parada do Orgulho. O uso de câmeras de reconhecimento facial para identificar manifestantes, multas e até a prisão de organizadores estão entre as medidas previstas na lei.
Alemanha, França, Reino Unido e outros 30 países reagiram e declararam apoio à comunidade LGBTQIA+ na Hungria. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, inclusive, pediu a suspensão da proibição. Orbán disparou contra a pressão da União Europeia e a comparou ao controle soviético da Hungria no passado.
Mais de 200 delegados da Anistia Internacional estarão presentes na marcha. Uma petição com mais de 120 mil assinaturas de 73 países, que exige respeito ao direito de protesto pacífico, foi entregue à polícia de Budapeste. O prefeito da cidade, Gergely  Karácsony, declarou que o evento é uma celebração municipal.
A tentativa de proibir a Parada expôs o quanto as autoridades estão dispostas a retroceder nos direitos fundamentais”, afirmou a secretária-geral da Anistia, Agnès Callamard. 

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