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Pobres e idosos dominam milícia de Maduro na Venezuela para combater EUA; denúncias de coação preocupam

Eneas De Troya/Flickr
Mais de 8,2 milhões de venezuelanos fazem parte da Milícia Nacional Bolivariana, mas há relatos de coação para alistamento.  |   Bnews - Divulgação Eneas De Troya/Flickr
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 30/09/2025, às 08h30



Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizar as milícias recrutadas pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para defender o país, o venezuelano usou as redes sociais para postar um vídeo com imagens da população em treinamento para enfrentar uma ameaça "muito séria".

A tensão entre EUA e Venezuela se intensificou após o país norte-americano ter aumentado sua presença militar no Caribe e atacar embarcações venezuelanas com o pretexto de combater o narcotráfico. Em resposta, o governo Maduro ordenou que civis passassem por treinamento militar. 

De acordo com o site DW, a maioria dos convocados pelo governo venezuelano para integrar as 5.300 unidades comunitárias de milícias formadas no país sul-americano são pessoas em situação de pobreza. Também chama a atenção a alta presença de idosos. 

Segundo Maduro, mais de 8,2 milhões de pessoas integram a Milícia Nacional Bolivariana, braço das Forças Armadas venezuelanas formado por civis. No entanto, ainda conforme fontes ouvidas pelo DW, pessoas pobres, que dependem de ajuda do Estado, são coagidas a se alistar no grupo miliciano.

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