Mundo
por Cibele Gentil
Publicado em 20/08/2026, às 11h54 - Atualizado às 13h41
O político republicano Michael Caruso, de 67 anos, foi preso na última terça-feira (18), sob acusação de abuso sexual infantil. O secretário do tribunal do condado de Palm Beach, na Flórida, Estados Unidos, ficou conhecido por apoiar um projeto de lei que prevê a pena de morte para adultos condenados por crimes sexuais contra menores de 12 anos.
O ex-deputado é casado e pai de sete filhos. Ele responde a cinco acusações de crimes relacionados: sequestro, abuso sexual de menores, exibicionismo, aliciamento e abuso infantil com lesão mental.
De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido entre o ano de 2024 e agosto de 2025 de maneira recorrente. A vítima seria uma criança da própria família do político. Os episódios teriam acontecido durante viagens e reuniões familiares.
Os relatos incluem incidências em um cruzeiro, uma pescaria e um feriado de Ação de Graças. As autoridades informaram que, por conta dos episódios, a vítima está em acompanhamento terapêutico desde o mês abril deste ano.
Caruso foi nomeado para o cargo de secretário do tribunal, equivalente a escrivão judicial, em agosto de 2025, pelo governador da Flórida, Ron DeSantis. Após a prisão, o governador afastou o político do cargo imediatamente do cargo. Em coletiva de imprensa, ele afirmou não ter conhecimento das acusações quando indicou Caruso ao cargo e classificou os atos como "horríveis".
Em suas declarações, o governador lembrou que a Flórida é o primeiro estado a reintroduzir a pena de morte para pedófilos condenados. Ele ainda falou que, se Caruso for condenado, "ele vai sofrer muito".
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, também se pronunciou publicamente após a prisão. Ele afirmou que ocupar uma função pública de destaque não livra ninguém da responsabilidade e que o acusado "enfrentará todo o rigor da lei".
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