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​Prefeito de Nova York classifica captura de Maduro como “ato de guerra” de Trump

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​Zohran Mamdani critica intervenção militar na Venezuela e expressa preocupação com a segurança de imigrantes na metrópole  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 04/01/2026, às 15h04 - Atualizado às 17h52   Cibele Gentil



​O recém-empossado prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou duramente a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em coletiva de imprensa realizada no sábado (3), Mamdani classificou a ação da administração de Donald Trump como um "ato de guerra" e uma violação das leis federais e internacionais.

​O prefeito, que assumiu o cargo na última quinta-feira (1º), confirmou ter mantido uma conversa "franca e direta" com o presidente Trump, expressando discordância sobre a política de mudança de regime venezuelano. Segundo Mamdani, a instabilidade naquele país impacta diretamente os nova-iorquinos, dada a expressiva comunidade de milhares de venezuelanos que residem na cidade.

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​Custódia e processo judicial

Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram capturados em Caracas por tropas norte-americanas e transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, sob custódia federal. ​O caso será julgado no Tribunal Distrital do Sul de Nova York. O líder venezuelano deve se apresentar a um juiz federal em Manhattan nos próximos dias.

As acusações contra Maduro, que remontam a um processo de 2020, incluem narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes com armas automáticas. ​A investigação da DEA aponta Maduro como líder do "Cartel de Los Soles", alegando o uso do tráfico de drogas como ferramenta política contra os EUA.

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