Mundo
por Daniel Serrano
Publicado em 27/09/2025, às 14h43 - Atualizado às 14h43
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teve o seu visto revogado pelos Estados Unidos na última sexta-feira (26), após ser acusado de "ações imprudentes e inflamatórias" em um ato pró-palestina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York.
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O ato pró-Palestina aconteceu em frente à sede da ONU. Além do presidente colombiano, a manifestação também contou com a presença do músico britânico Roger Waters.
Vídeos divulgados pela imprensa mostraram Petro pedindo em um alto-falante a criação de um "exército mundial de resgate cuja principal tarefa será libertar a Palestina".
"As nações do mundo contribuirão com homens e mulheres treinados e armados para formar este grande exército. Ele deve ser maior que o dos Estados Unidos", continuou
"Aqui em Nova York, peço a todos os soldados do Exército dos Estados Unidos que não apontem seus rifles para a humanidade. Desobedeçam à ordem de Trump! Obedeçam à ordem da humanidade!", acrescentou.
Após o protesto, o Departamento de Estado dos EUA acusou Petro de "incitar soldados" contra determinações do governo do presidente americano Donald Trump.
"O presidente colombiano Gustavo Petro se posicionou em uma rua da cidade de Nova York e incitou os soldados americanos a desobedecerem ordens e incitarem a violência. Revogaremos o visto de Petro devido às suas ações imprudentes e inflamatórias", alertou o Departamento de Estado no X.
Neste sábado (27), Petro utilizou as redes sociais para se pronunciar sobre o caso. Petro disse que a medida "viola todas as regras de imunidade" e ironizou: "não voltarei a ver o Pato Donald por enquanto".
"O que o governo dos Estados Unidos está fazendo comigo viola todas as regras de imunidade nas quais as Nações Unidas e sua Assembleia Geral se baseiam. Os presidentes que comparecem à Assembleia têm imunidade completa", disse Petro.
"Não permitir a entrada da Autoridade Palestina e me privar do meu visto por pedir aos militares americanos e israelenses que não apoiem o genocídio, que é um crime contra a humanidade, demonstra que o governo dos Estados Unidos não respeita mais o direito internacional. A sede das Nações Unidas não pode permanecer em Nova York", concluiu.
Llegó a Bogotá. Ya no tengo visa para viajar a EEUU. No me importa. No necesito Visa sino ESTA, por que no solo soy ciudadano colombiano sino ciudadano europeo, y en realidad me considero una persona libre en el mundo.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) September 27, 2025
La humanidad debe ser libre en todo el mundo. Tenemos el…
O presidente colombiano não é a única autoridade de um país da América do Sul a ter o visto revogado pelos Estados Unidos.
Em julho deste ano, o governo dos EUA já tinha revogado o visto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, e estava analisando aplicar a mesma medida contra outros membros da Corte.
Na última segunda-feira (22), o advogado-geral da União, Jorge Messias, também teve o seu visto para entrar nos EUA revogado.
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