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Publicado em 27/10/2026, às 09h35 - Atualizado às 12h26 Gabriel Dinis
A polícia da Flórida, nos Estados Unidos, prendeu o professor Kevin Adkisson, de 52 anos, acusado de agredir com violência um aluno de apenas 6 anos com necessidades especiais dentro de uma sala de aula.
O caso ocorreu na Wadsworth Elementary School, no município de Bunnell, e culminou na autuação do docente por duas acusações criminais de abuso infantil sem lesão corporal grave.
O episódio foi constatado na tarde de sexta-feira (16), em uma classe voltada para crianças com transtornos emocionais e comportamentais. Segundo relatórios de investigação e declarações obtidas pelas autoridades, o incidente começou quando a vítima e outro estudante iniciaram uma discussão por causa de um brinquedo. Ao intervir, Adkisson arrancou o objeto com força e puxou o menino de 6 anos pelo braço com tanta agressividade que a criança chegou a ser levantada e arremessada pelo ar.
Aos prantos, o garoto rastejou debaixo de uma carteira escolar para tentar se proteger. Adkisson então arrastou o móvel, puxou o aluno para fora e o prensou contra a parede. Uma auxiliar pedagógica que estava presente na sala relatou que o menino começou a gritar em desespero, afirmando que o professor o estava machucando e que ele não conseguia respirar.
Imediatamente após a cena, a funcionária alertou a direção da escola. A administração da unidade agiu rapidamente, retirou Adkisson das dependências do colégio sob escolta e encaminhou uma denúncia ao Departamento de Crianças e Famílias da Flórida e às autoridades policiais.
Durante os depoimentos conduzidos pelos investigadores com a criança e com as testemunhas, veio à tona uma segunda agressão ocorrida no mesmo dia. O estudante revelou que, horas antes do episódio do brinquedo, havia levado um soco no estômago desferido pelo próprio professor após tentar passar à frente dos colegas na sala de aula, ocasião em que foi empurrado para o final da fila.
Após a coleta de depoimentos e a realização de exames preliminares, a Divisão de Vítimas Especiais do Gabinete do Xerife do Condado de Flagler obteve a ordem judicial de prisão. Adkisson foi formalmente detido quase uma semana depois, na quinta-feira, 22 de outubro, e encaminhado ao centro de detenção do condado.
Na audiência de custódia, o magistrado estipulou uma fiança de US$ 5 mil (aproximadamente R$ 28 mil), quantia paga pelo docente para responder ao inquérito e ao processo em liberdade, sob proibição estrita de se aproximar da vítima e de instalações escolares.
Em pronunciamento oficial, o xerife de Flagler, Rick Staly, condenou com firmeza a atitude do profissional. O chefe de polícia ressaltou que, embora o trabalho com crianças com necessidades especiais exija preparo redobrado diante de situações desafiadoras, a postura agressiva por parte de adultos de confiança é intolerável.
Paralelamente às investigações criminais, o Distrito Escolar de Flagler afastou Adkisson imediatamente de suas funções pedagógicas e abriu um processo administrativo contra o educador, em um episódio que ampliou a comoção local por ter sido a segunda prisão de um professor da mesma rede pública na mesma semana.
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