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por Camila Sales
Publicado em 26/06/2026, às 13h18
Com o objetivo de ampliar a transparência sobre as finanças da família real britânica, o rei Charles III e o herdeiro do trono divulgaram os valores destinados ao pagamento de impostos. Por lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar imposto de renda, ganhos de capital ou imposto sobre herança, mas, assim como sua mãe, a rainha Elizabeth II, Charles III opta por realizar os pagamentos sem divulgar oficialmente os valores.
Segundo a Coroa, a iniciativa busca “promover uma compreensão mais ampla da nossa prestação de contas”, reforçando o compromisso da instituição com a transparência financeira diante do público.
O tesoureiro do rei e responsável pelo chamado “Privy Purse”, James Chalmers, afirmou em entrevista à imprensa britânica que Charles III pagou aproximadamente R$ 88,2 milhões em impostos no período de 2024 a 2025, valor que o coloca entre os cem maiores contribuintes do Reino Unido. Já o príncipe William, herdeiro do trono, desembolsou o equivalente a R$ 53 milhões em tributos no mesmo período, além de arcar com os custos do aluguel de uma antiga prisão desativada.
O rei, assim como todos os monarcas desde 1399, recebe renda privada proveniente do patrimônio do Ducado de Lancaster, que reúne terras, propriedades e ativos administrados em fideicomisso em diferentes condados ingleses, além de outros investimentos. A família real também recebe recursos públicos por meio do chamado Sovereign Grant, destinado a custear despesas como funcionários, manutenção dos palácios e viagens oficiais.
O valor repassado pelo governo, no entanto, será reduzido pela primeira vez em 2027/2028 para 100 milhões de libras, “em linha com os desejos claros de Sua Majestade”, segundo o tesoureiro real. A quantia deverá permanecer nesse patamar até 2031/2032.
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Enquanto enfrenta críticas de que a monarquia lucra com a cobrança de aluguel de instituições públicas, como o Exército, o sistema de saúde e escolas, Charles III e a rainha Camilla decidiram permanecer morando em Clarence House. O casal não pretende se mudar para o Palácio de Buckingham, que segue passando por obras de reforma sem previsão de conclusão.
Em 2017, as autoridades britânicas esperavam que o palácio voltasse a ser a principal residência da família real, seguindo a tradição iniciada ainda no reinado da rainha Victoria, em 1837. No entanto, James Chalmers afirmou que o local continuará sendo utilizado como principal espaço para compromissos oficiais.
Assim como a rainha Elizabeth II, Charles III não dorme no Palácio de Buckingham desde 2019, mas mantém um quarto privado no local para eventuais hospedagens.
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