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A Rússia tem uma nova lei que proíbe seus moradores de usarem a internet para pesquisar sobre conteúdos considerados "extremistas". A legislação pode causar implicações à privacidade digital e o destino do WhatsApp no país.
A nova lei, aprovada pela Câmara Baixa do Parlamento, a Duma Estatal, foi crivada por alguns aliados do governo e da oposição, que dizem que as multas previstas, de até 5.000 rublos (cerca de R$ 354,88), podem abrir caminho para acusações e penalidades mais severas.
Um documento de mais de 500 páginas traz uma lista do que seria considerado um conteúdo extremista pelo Ministério da Justiça. Entre os temas considerados proibidos pelo governo russo estão o Fundo Anticorrupção do falecido crítico do Kremlin, Alexei Navalny, o "movimento LGBT internacional" e a gigante de tecnologia americana Meta Platforms META.O.
Parlamentares, que atuaram no projeto, avaliaram que o WhatsApp deve deixar o mercado russo. Existe a expectativa de que o aplicativo de troca de mensagens seja adicionado a uma lista de softwares restritos.
A nova lei tem como principal alvo as pessoas que buscam materiais extremistas online, inclusive por meio de redes virtuais privadas (VPN) que são usadas para contornar a censura e acessar conteúdo proibido.
De acordo com o Ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadaev, as autoridades deveriam provar que os usuários pretendiam ter acesso ao conteúdo extremista e que o simples acesso às plataformas não seria penalizado. No entanto, não ficou claro como será feita a análise da intenção em uma busca online.
A lei foi aprovada com 68% dos votos. Houve 67 votos contrários, ou 14,9%, e 22 abstenções.
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