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Os presidentes e chefes de Estado do Brics preparam um documento durante a cúpula do grupo, que começa neste domingo (6), no Rio de Janeiro, com algumas demandas. Os principais pontos estão a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, à situação dos palestinos em Gaza e aos ataques ao Irã por parte dos Estados Unidos e de Israel. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, esses três pontos exigem um esforço diplomático extremo para alcançar uma linguagem que seja aceita por todos os membros do grupo.
Os ataques de Israel e dos EUA ao Irã “tiveram um impacto sobre o posicionamento dos países nas negociações”. O cenário sobre o tema mudou desde a última reunião do Brics, ocorrida no final de abril. Naquele momento, os chanceleres diziam que "reafirmamos nosso apoio à adesão plena do Estado da Palestina às Nações Unidas no contexto do compromisso inabalável com a visão da solução de dois Estados, com base no direito internacional”.
No entanto, ocorreram os ataques ao Irã, o que mudou radicalmente o entendimento sobre o assunto, provocando um desalinhamento no entendimento dos chanceleres sobre o assunto.
O Brics divulgou uma nota condenando os ataques ao Irã. No entanto, o documento é considerado “suave demais” e por não usar termos mais duros e defende a menção dos agressores.
Outro ponto defendido pelo Brics é a ampliação do Conselho de Segurança. Brasil e Índia defendem a entrada de novos membros. No entanto, outros membros do grupo têm outras posições. A África do Sul defende que o continente africano tenha pelo menos dois assentos permanentes (com direito a veto) e cinco assentos não permanentes no Conselho de Segurança, ponto que não é um consenso dentro do Brics.
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