Geral
por Vagner Ferreira
Publicado em 05/07/2025, às 10h29 - Atualizado às 11h16
A família da jovem Juliana Marins, de 26 anos, que morreu dias após cair em um vulcão do Monte Rinjani, na Indonésia, desistiu de cremar o corpo da jovem. Isso porque, de acordo com informações de o jornal O Globo, tratou-se de uma ‘morte suspeita’. O velório aconteceu nesta sexta-feira (4), no Cemitério e Crematório Parque da Colina, Pendotiba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
“Pedimos ao juiz, por meio da Defensoria Pública, para que a Juliana pudesse ser cremada. Mas o juiz tinha dito não pois é uma morte suspeita, talvez, não sei se o termo é esse. Então ela teria que ser enterrada caso precisasse fazer uma exumação futura”, disse o pai da publicitária, segundo a reportagem.
Entenda
Quando a morte não ocorre de forma natural, a Justiça brasileira proíbe a cremação. Primeiro porque há casos em que é necessário uma investigação mais específica por parte das autoridades competentes. Segundo, que a medida elimina a opção de posteriores exames periciais. A cremação só pode acontecer mediante atestado médico com firma reconhecida ou autorização judicial, garantindo que mortes de violências ou omissão não sejam arquivadas sem as apurações devidas, dando dignidade à pessoa.
Vale destacar que a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a cremação um dia antes, mas a família decidiu optar pelo sepultamento, por causa da classificação de morte suspeita. Foi feita uma autópsia na Indonésia e outra no Brasil. A primeira apontou que a jovem sofreu trauma com fraturas, lesões internas e hemorragia intensa, devendo ter morrido 20 minutos após a queda. A segunda foi feita na quarta-feira (2) e a previsão é que o resultado saia em cinco dias. Para este, espera-se esclarecimentos sobre a data e o horário da morte, além de avaliar uma possível omissão de socorro.
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