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Corpo de Juliana Marins será cremado após velório em Niterói; família toma atitude que surpreende a web

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Juliana Marins, de 26 anos, sofreu queda em trilha na Indonésia e foi resgatada após quatro dias de espera.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 04/07/2025, às 09h46



Está sendo realizada nesta sexta-feira (4) a despedida da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após sofrer uma queda em uma trilha no monte Rinjani, na Indonésia. O velório acontecerá no cemitério Parque da Colina, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. 

A cerimônia será dividida em dois momentos: das 10h às 12h, o velório estará aberto ao público. Depois, das 12h30 às 15h, o local será restrito a familiares e amigos próximos. Em respeito ao luto da família, não será permitido tirar fotos ou fazer vídeos ao lado do caixão, nem abordar parentes para entrevistas ou registros. Segundo os organizadores, quem desrespeitar essas regras será retirado do local. As informações são do portal Uol. 

O corpo de Juliana será cremado, como era seu desejo em vida, segundo informou a família. 

Autópsia no Brasil e dúvidas sobre a morte 

Após o retorno do corpo ao Brasil, uma nova autópsia foi realizada no Rio de Janeiro por dois peritos legistas, acompanhados por um médico da Polícia Federal e um assistente técnico da família. O laudo final deve sair em até sete dias. 

A família pediu a nova perícia após alegar "dúvidas na certidão de óbito" emitida na Indonésia. Eles buscam entender com mais precisão o momento da morte, já que Juliana só foi resgatada quatro dias após a queda. De acordo com a análise do legista indonésio Ida Bagus Putu Alit, a jovem morreu entre 50 minutos e até quase 13 horas antes de ser resgatada — ou seja, ainda estaria com vida durante parte da longa espera. 

A primeira perícia apontou que Juliana sofreu um “trauma torácico grave”, com lesões internas, fraturas na coluna, nas coxas, nas costas e ferimentos na cabeça. A hipótese de morte por hipotermia foi descartada: segundo o legista, não havia sinais clássicos, como necrose nas extremidades, apesar do frio extremo — a temperatura no local chegava a 0 ºC à noite, e Juliana usava apenas calça e blusa, sem equipamentos adequados. 

O corpo de Juliana foi resgatado após sete horas de operação, no dia 25 de junho. O esforço envolveu socorristas e voluntários, parte deles acampada em profundidades de até 600 metros. A cena do trajeto com o corpo sendo levado foi registrada por um montanhista, que não ajudou no resgate, gerando críticas nas redes. 

A família confirmou a morte com uma nota: 

“Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu.” 

Pouco antes, o Ministério do Turismo da Indonésia havia divulgado que Juliana estava em "estado terminal", de acordo com avaliação das equipes de busca. 

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