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Em novo decreto, o Talibã determina que as mulheres estão proibidas de conversarem entre si, realizar orações islâmicas ou recitar trechos do alcorão. Tal medida foi enfatizada pelo ministro da virtude Khalid Hanafi, que vem adotando práticas de endurecimento ao regime que voltou a controlar o Afeganistão em 2021.
“Tudo o que ele diz é uma forma de tortura mental para nós. Viver no Afeganistão é incrivelmente doloroso para nós, mulheres. O Afeganistão está esquecido e é por isso que nos estão a reprimir - estão a torturar-nos diariamente”, disse uma mulher afegã em Cabul ao jornal The Telegraph.
A intensificação das regras de Hanafi inclui também redes sociais, como o Instagram, que é monitorado pelo ministério. Este é um dos poucos lugares onde as mulheres ainda podem trabalhar, mesmo que para exercer a repressão contra outras mulheres.
Até mesmo áudios e vídeos estão proibidos pelo governo de serem executados. O Talibã proíbe toda e qualquer reprodução da vida humana, nem mesmo a televisão escapou.
Uma parteira que trabalha no interior do país, contou ao site TheMedialLine que está proibida de falar com os maridos das gestantes que atende.
“Não nos deixam falar nem nos postos de controle”, conta.
O ministério afirmou que um programa nacional de conscientização está sendo produzido para informar a população a respeito das novas leis. A privação aos direitos das mulheres tem ocorrido de maneira mais intensa com o Talibã, indo desde a implementação de normas de vestimenta, até o acompanhamento de um guardião masculino em viagens.
Em três anos de regime, mulheres não podem mais trabalhar nem estudar, indo de encontro a retrocesso da liberdade no país.
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