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Torcidas da Argentina se unem a aposentados em protesto contra Milei; entenda

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Polícia entrou em confronto com manifestantes; saiba detalhes  |   Bnews - Divulgação Emiliano Lasalvia/AFP
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 13/03/2025, às 10h25 - Atualizado às 12h01



Torcedores de diversos times de futebol argentinos se uniram a aposentados que, semanalmente, manifestam - se por melhores condições de aposentadorias diante do Palácio do Congresso, em um protesto resalizado nesta quarta-feira (12). Os agentes de segurança da Argentina entraram em confronto com manifestantes na ocasião, quando foram utilizados tiros com balas de borracha, jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo. Pelo menos 60 pessoas foram detidas e seis policiais ficaram feridos.

O apoio dos torcedores foi anunciado após a repressão, nas últimas semanas, aos idosos que se manifestam contra medidas do governo, como o veto à reforma da previdência e às novas regras para o acesso a medicamentos.

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O porta-voz do governo, Manuel Adorni, minimizou a manifestação, afirmando que se tratava de "uma marcha de barrabravas (torcedores organizados), seguramente de esquerda, com convocação baixa, muito baixa ou nula".

As confusões começaram no meio da tarde, quando os manifestantes, convocados também por organizações sociais e sindicais, desafiaram os bloqueios policiais que tentavam desocupar as vias em frente ao Congresso. Depois, o confronto avançou pelo Centro Histórico de Buenos Aires, chegando próximo à Casa Rosada, que é a sede do governo argentino.

Desde que assumiu o poder, Javier Milei tem implementado uma política de austeridade nos gastos públicos. Em março do ano passado, o presidente publicou um decreto determinando que as aposentadorias fossem reajustadas mensalmente, com base no dado mais recente da inflação. Além da mudança no reajuste dos salários, o governo também modificou o plano de saúde da seguridade social dos aposentados e restringiu a distribuição gratuita de medicamentos.

Neste mês, as aposentadorias, agora diretamente relacionadas à inflação, ficaram em 279 mil pesos (R$ 1.525). Junto a uma espécie de bônus de 70 mil pesos dado pelo governo, o valor chega a 349 mil pesos (R$ 1.900). Segundo a medição argentina de janeiro (últimos dados disponíveis), um cidadão que ganha menos de 334,5 mil pesos (R$ 1.827) mensais está abaixo da linha da pobreza.

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