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Trump anuncia “maior acordo petrolífero da história” e amplia controle sobre petróleo venezuelano

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Entendimento entre Trump e governo interino da Venezuela promete controle majoritário sobre vastas reservas de petróleo  |   Bnews - Divulgação Divulgação/White House
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2026, às 20h46



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo com o governo interino da Venezuela que, segundo ele, dará aos norte-americanos controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo do país sul-americano. O republicano classificou o entendimento como “o maior acordo petrolífero da história mundial”.

Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que as negociações envolveram o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e representantes da iniciativa privada. De acordo com o presidente norte-americano, a operação não terá custos para os O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo com o governo interino da Venezuela que, segundo ele, dará aos norte-americanos controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo do país sul-americano. O republicano classificou o entendimento como “o maior acordo petrolífero da história mundial”.

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Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que as negociações envolveram o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e representantes da iniciativa privada. De acordo com o presidente norte-americano, a operação não terá custos para os contribuintes dos Estados Unidos e permitirá mais do que dobrar as reservas de petróleo sob controle do país.

O acordo representa mais um capítulo da profunda mudança na relação entre Washington e Caracas após a queda de Nicolás Maduro. Em janeiro deste ano, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação militar que resultou na captura do então presidente venezuelano e em sua retirada do país. Maduro foi levado para os EUA para responder à Justiça norte-americana por acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Após a retirada de Maduro do poder, Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando da Venezuela. Desde então, o governo Trump vem ampliando sua participação na reorganização do setor energético venezuelano e buscando assegurar um fluxo constante de petróleo para as refinarias norte-americanas, além de incentivar a entrada de empresas dos Estados Unidos na exploração das gigantescas reservas do país.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris. Apesar disso, anos de deterioração da infraestrutura, falta de investimentos e problemas na estatal PDVSA fizeram com que a produção ficasse muito abaixo do potencial do país. Atualmente, a produção venezuelana gira em torno de 1,25 milhão de barris por dia.

O anúncio também ocorre em um momento em que Trump enfrenta pressão interna pelo aumento dos preços dos combustíveis. A ampliação do acesso ao petróleo venezuelano pode contribuir para abastecer refinarias dos Estados Unidos e integra os esforços da Casa Branca para ampliar a oferta e recompor as reservas estratégicas norte-americanas.

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