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Donald Trump afirmou nesta terça-feira (3) que os EUA vão cortar todas as relações comerciais com a Espanha depois que o governo espanhol não autorizou o uso de suas bases pelos militares norte-americanos no ataque ao Irã.
A polêmica se refere às bases de Rota, em Cadiz, e Morón, em Sevilha, usadas pelos EUA em um acordo de décadas entre os dois países. No entanto, o governo Trump teve de retirar seus jatos do local nesses últimos dias, depois que Madri se recusou a permitir que a base fosse usada na estratégia contra Teerã.
A fala de Trump
A declaração de Donald Trump, referente ao corte total das relações comerciais com a Espanha, aconteceu durante uma entrevista na Casa Branca e sinaliza uma grave ruptura entre os aliados da Otan. Durante o pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos não dependem das bases espanholas para suas operações.
No entanto, Trump foi contundente ao afirmar que, apesar de não precisar das bases espanholas, poderia utilizá-las se quisesse. “E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar”, decretou.
Além da questão militar, Trump justificou o rompimento mencionando divergências econômicas, acusando a Espanha de ser o único membro da Otan a não concordar com o aumento das taxas de importação para 5%. “Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, disse Donald Trump.
O lado da Espanha
A crise teve origem na última segunda-feira (2), quando o ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, barrou o uso das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do país. Em entrevista a uma rádio local, o ministro enfatizou que, embora as bases sejam de uso conjunto, a soberania sobre o território é exclusivamente espanhola.
“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas”, destacou Albares, reiterando que a Espanha detém a palavra final sobre suas instalações. O ministro espanhol também manifestou preocupação com a falta de comunicação prévia por parte dos Estados Unidos sobre as ações militares.
Ele alertou para os riscos de uma escalada de violência com consequências globais imprevisíveis. Segundo Albares, o conflito já impacta a economia internacional, citando a paralisia no Estreito de Ormuz e a alta nos preços do petróleo.
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