Mundo
Publicado em 17/10/2026, às 19h07 Gabriel Dinis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva suspendendo por tempo indeterminado a aplicação de um amplo pacote de sanções econômicas e comerciais contra a Rússia. A medida, tomada às vésperas da entrada em vigor das penalidades aprovadas pelo Congresso americano, gerou forte revolta no governo da Ucrânia e provocou uma dura reação pública do presidente Volodymyr Zelensky neste sábado (17).
As sanções travadas pela Casa Branca previam punições severas contra o Kremlin, incluindo a aplicação de tarifas de até 100% sobre compradores de petróleo e gás russo (como China e Índia), sanções a intuições financeiras de Moscou e o cerco à chamada “frota fantasma” de petroleiros. O tema vinha gerando atritos internacionais após críticas de Trump ao impacto do conflito nos preços globais de energia.
Para suspender o pacote, Trump utilizou um mecanismo de isenção previsto na legislação, alegando “defesa dos interesses nacionais”. A justificativa da Casa Branca é evitar choques inflacionários, preservar a estabilidade dos mercados e abrir espaço para negociações diplomáticas que busquem um acordo de paz.
A reação marca uma nova escalada de tensão recente entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky sobre os rumos do conflito no Leste Europeu. Em manifestações publicadas na sua conta oficial da rede social X (antigo Twitter), o presidente ucraniano fez duras críticas à postura do líder norte-americano, afirmando que a suspensão “ignora completamente a lei aprovada pelo Congresso dos EUA.”
"Aliviar a pressão econômica sobre Moscou no momento em que nossas cidades e nossa rede elétrica são atacadas diariamente não encerra a guerra. Pelo contrário: apenas recompensa Vladimir Putin e dá a ele motivos para comemorar", disparou Zelensky.
O líder ucraniano ressaltou que a flexibilização das punições coincide com a intensificação dos bombardeios da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia às vésperas do inverno. Para Kiev, o recuo de Washington passa uma mensagem de fraqueza e compromete o esforço internacional para estrangular financeiramente as tropas russas.
Do outro lado, a atitude de Trump foi celebrada por Moscou. O enviado especial da presidência russa, Kirill Dmitriev, foi às redes sociais comemorar o recuo da Casa Branca, classificando o ato como um "momento histórico" que evitou um desastre financeiro global.
Nos Estados Unidos, no entanto, a medida abriu uma crise interna para a administração Trump. Parlamentares democratas e até senadores republicanos da ala linha-dura contra Moscou criticaram a decisão, acusando o governo de ceder a Vladimir Putin e fragilizar a aliança ocidental.
Classificação Indicativa: Livre
Notebook Poderoso
cinema em casa
Super descontos
Qualidade AIWA
Smartwatch top