Calote de Família
Um surfista de fios prateados cavalga maré de promessas quebradas: calote matrimonial cirúrgico, que barra as próprias filhas da escola por inadimplência deliberada. O alvo não são credores antigos — é a prole. Enquanto isso, imóvel de casal endividado é forçado à venda. No alto da linhagem, patriarca de longa data paga pontual a mensalidade de outra neta (ou neto), mas para essas meninas: silêncio conveniente. Medo de quê? Talvez do nome iuris sumindo do holerite. Herdeiro e guardião dominam a arte da manufatura de desculpas e do encobrimento, preservando frutos intocáveis. Agora paira o risco final: relatos de agressões físicas prontos para romper a araucária.
Overclean: os terrenos e os shows
Fontes sussurram que duas novas fases estão prestes a eclodir em palcos e terrenos baianos. Um mergulho profundo nas águas turvas dos balneários litorâneos da Bahia, onde um seleto clube de "empresários visionários" – leia-se: mestres da especulação e do trambique – transformam areias douradas em ouro particular. Áreas valorosíssimas, dizem, evaporam em esquemas cartorários numa cara de pau inacreditável. Mas há mais: a segunda onda mira direto no coração pulsante do entretenimento, onde emendas parlamentares secretas inflacionam shows e espetáculos já identificados em outros rincões. Um "segmento específico" de produtores e afins, que transformam verbas públicas em cachês astronômicos para artistas que brilham mais nos holofotes do que no talento. Um ponto convergente está sob olhar de lupa: algumas figuras proeminentes da propalada sociedade “crème de la crème” estão na mira de ambas as frentes. Cruzem as informações e bingo!!!
Doutor Lavagem
Enquanto operações como Faroeste e Overclean continuam a varrer o Oeste baiano e os desvios de emendas, surge nos bastidores do Judiciário um novo sussurro: “Doutor Lavagem”. Não se trata de mais uma faxina federal barulhenta, mas de algo mais refinado, quase artístico. Um(a) advogado(a) dos corredores mais frequentados do TJBA teria elevado a lavagem de dinheiro a patamar de alta engenharia: operações imobiliárias tão intricadas que fariam a Faria Lima parecer amadora. Esquemas complexos de compra, venda e transfiguração de bens, onde terras disputadas viram patrimônio limpo, e o dinheiro sujo ganha roupagem de legalidade impecável. O que corre nos bastidores é que tem em curso uma operação batizada exatamente assim — “Doutor Lavagem” —, mirando esse mestre da metamorfose financeira. Porque, convenhamos, seduzir mentes brilhantes com ganhos fáceis e corruptos é o adubo perfeito para imaginação fértil: uns evitam folhear os autos, outros declaram suspeição, poucos se mostram curiosos... mas todos sabem que certos processos de terras recebem tratamento VIP.
O Balanço das Togas
Houve um tempo — nem tão distante — em que certos figurões de gravata fina e cabedais volumosos tratavam togas como serviçais domésticos: bastava um aceno, um jantar regado ou uma ligação matinal para que a balança pendesse convenientemente. O império parecia sólido, com tentáculos bem plantados em diretorias corporativas que misturavam toga e negócio num abraço quase fraterno. Mas os ventos giram. A mesa diretora mudou de mãos, e com ela veio um certo... rodo. Dizem os corredores que o novo comando, com seu nome que evoca rodízio implacável, está varrendo com vigor os corpos unidos outrora intocáveis. Aquela influência que se estendia de gabinetes a festas na Ilha de Penha — onde autoridades dividiam pista com dançarinos e dançarinas de coreografias bem... colaborativas, digamos, suspeitas de arranjos a três — parece estar perdendo o fôlego. O empresário de sobrenome que rimava com luxo (ou luxúria?), dono de um grupo que carregava o mesmo estandarte familiar, via na autoridade um escudo à prova de balas judiciais, mas já tá na hora do rodo passar, limpar e reoxigenar.
O teto do São João
Os valores gastos pelas prefeituras para a realização do São João na Bahia têm sido um tema bastante debatido por conta dos altos cachês cobrados pelas bandas de maior relevância no cenário nacional. Contudo, a NSP descobriu, com aquela velha exclusividade de praxe, que o teto de R$ 700 mil não foi bem um acordo com os prefeitos. As negociações teriam acontecido a portas fechadas com empresários da mais alta cúpula do entretenimento e levadas aos gestores com o martelo batido apenas para formalização. Ou seja, os figurões continuam enchendo o bolso e as prefeituras que se virem para dar explicações ao TCE. Vamos continuar acompanhando os bastidores e trazendo sempre boas informações aos nossos nobres leitores.
Pente fino
Não foi só
Marcelle Moraes que entrou na mira do MP-BA por suposta utilização de equipamentos municipais para autopromoção. A
NSP obteve um compilado de nomes de políticos, entre vereadores e deputados, que estão gostando de pongar na Prefs pra tirar uma lasquinha e se beneficiar com alguma ação. Os procuradores já preparam novos inquéritos para enquadrar a galerinha que não gosta de tirar do próprio bolso pra fazer campanha antecipada. O diário vai cantar.
Em clima de despedida
Na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, a presença de Duda Sanches foi enaltecida e celebrada por colegas vereadores em meio ao luto vivido por ele diante da morte do pai, o deputado estadual Alan Sanches (União Brasil). No entanto, o clima é de despedida. Aos mais próximos, Duda já confidenciou que vai alçar novos voos e dar um novo sentido ao legado de Dr. Alan, desta vez na esfera federal. O anúncio está próximo e a candidatura é dada como uma das mais fortes do campo da base aliada de ACM Neto.
Imagem repetida
As constantes cenas de ambulantes dormindo ao relento e guardando lugar no circuito do Carnaval de Salvador já começam a ter efeito negativo na imagem da prefeitura, responsável por fazer o gerenciamento de uma das classes trabalhadoras mais importantes da folia. A NSP apurou que a Defensoria Pública e o MP-BA já preparam ações para intimar a gestão municipal a oferecer melhores condições de trabalho. No entanto, a gota d'água aconteceu na última quarta-feira (4), quando a entrega dos kits aos ambulantes promoveu uma verdadeira confusão no circuito.
Imagem arranhada
Foi o estopim para que patrocinadores do evento começassem a se manifestar internamente junto aos principais atores da gestão Bruno Reis. Imagens de kits sendo carregados e disputados por pessoas em vulnerabilidade, inclusive crianças, desagradaram a dona de um dos principais patrocínios do carnaval, que já pensa em abandonar o vínculo no ano que vem se a situação persistir. A promessa de melhorias aos trabalhadores, ao que parece, ficou no papel.

Sobre escravidão, Ambev e prefeitura de Salvador
Quase um ano após o resgate de 303 ambulantes em condições análogas à escravidão durante o Carnaval de Salvador 2025, o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) ainda não informou publicamente o desfecho da investigação iniciada em março daquele ano. A fiscalização do Ministério do Trabalho constatou jornadas de até 20 horas diárias, privação de sono, falta de higiene e obrigação de dormir na rua para vigiar mercadorias. Ambev (patrocinadora exclusiva de bebidas) e a Prefeitura de Salvador foram notificadas e autuadas como responsáveis pelo estado precário da condições de trabalho. Em casos semelhantes, o MPT costuma ajuizar ação civil pública pedindo indenização por dano moral coletivo. Até o momento, não há registro de ajuizamento contra as duas partes nem divulgação de acordo ou arquivamento. Cabe saber do MPT-BA sobre o status atual do procedimento, a eventual propositura de ação civil pública e as medidas adotadas para responsabilização e prevenção de novas violações no carnaval de 2026. A resposta será publicada assim que for recebida.
Água de Chope
O caso envolvendo a responsabilização da Prefeitura de Salvador e da Ambev por trabalho análogo à escravidão no Carnaval ainda pode render mais do que desgaste jurídico. Nos bastidores, já circula a informação de que a diretoria da cervejaria não teria digerido bem a exposição negativa e estuda rever o patrocínio em outros âmbitos da festa para os próximos anos. Executivos devem desembarcar em Salvador nos próximos dias para avaliar cenários, inclusive políticos, diante da corresponsabilização apontada pelo Ministério do Trabalho. O pós-Carnaval promete ser mais indigesto do que a ressaca.

O guloso do sudoeste
Uma investigação sobre a ficha de um servidor público de uma cidade no interior da Bahia, tradicional pelos ventos bem fortes e energia eólica pujante, descobriu uma série de indícios de que o moço gosta de empilhar crachás nas mais variadas funções. Segundo a NSP apurou, o rapaz é servidor público de três municípios distintos, distantes quase 80 km entre si, e ainda é professor de uma renomada instituição do sudoeste baiano, que fica a 150 km de onde a investigação começou. O Gaeco já começa a se preparar para bater à porta do sujeito. Resta saber em qual endereço ele vai estar.
Agenda intensa
Após deixar o grupo governista a ver navios com o anúncio de sua saída do PSD e o desembarque da base de Jerônimo Rodrigues e possível migração para um partido da oposição, o senador Angelo Coronel cumpre agenda intensa para atrair aliados que acompanhem a sua mudança. Ele se reuniu com os prefeitos de Brotas de Macaúbas, Dr. Kléber (PSD); de Pé de Serra, Zeide da Farmácia (União Brasil), além do deputado estadual Robinho (União Brasil) e outros aliados políticos. Enquanto alguns ex-aliados minimizam a saída de Coronel, outros fazem cálculo do possível estrago que o congressista pode fazer no arco de alianças do campo petista.
O vai e volta de Otto
O senador Otto Alencar não está muito confortável com a reviravolta de Coronel. Por nutrir amizade pelo ex-colega de partido, ele tem dado declarações e voltado atrás no que diz, constantemente. Fala na imprensa, depois nega o que disse. O senador parece nunca ter passado por essa situação difícil na sua vida pública. E o grande causador dessa tensão interna é o senador Jaques Wagner, que antecipou o anúncio da chapa "puro sangue" há um ano, descartando Coronel da disputa pela sua reeleição.
No colo de Jerônimo
E a tensão entre PT e PSD na disputa pelas vagas ao Senado caiu nas costas de Jerônimo e tem afetado a imagem do governador. Ele chegou a dizer que, se precisar, irá "bater na mesa" pela unidade e pacificação.
Vice ameaçada?
A reunião do Conselho Político dos governistas nesta quinta-feira (5) promete manter a temperatura da política baiana em alta. Além do vácuo deixado pela saída do senador Angelo Coronel, também será debatida a possibilidade da troca na vice. Rumores apontam que o ex-deputado federal e presidente do Avante, Ronaldo Carletto, não ficou satisfeito com a vaga na suplência de Rui Costa e estaria de olho no lugar de Geraldo Júnior na chapa. Pode vir mais confusão por aí.
Para bater o martelo
O presidente Lula e o líder do seu governo no Senado, Jaques Wagner, estão com a missão de apagar o incêndio causado pela saída de Coronel e pelos demais problemas que podem aparecer durante a reunião do Conselho Político. A dupla petista já se reuniu com Otto Alencar no início desta semana e deve voltar a se encontrar em Salvador nesta sexta, quando o mandatário chega à capital baiana para participar do evento do PT nacional.
Suplente de ouro
Do Conselho Político também deve sair uma definição sobre quem vai ficar com a suplência de Jaques Wagner. A vaga deve ser disputada a facão, porque são grandes as chances de o indicado assumir o mandato em algum momento, já que o senador pode ser indicado para um ministério em um eventual quarto mandato de Lula.
Lá e cá
Chamaram atenção as críticas feitas pelo prefeito de Jequié, Zé Cocá, ao presidente Lula. Em entrevista à rádio 95 FM, o gestor defendeu que o petista não fosse mais candidato à reeleição. Em outro trecho da conversa, Cocá indicou apoio à candidatura de Angelo Coronel ao Senado. As declarações soaram um alarme no governo, já que Cocá negocia o seu retorno à aliança liderada pelo PT e a filiação ao PSB.
Alta expectativa
O evento da executiva nacional do PT em Salvador nesta semana é esperado com expectativa no meio político. Além do aguardado lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência, existe a possibilidade do lançamento oficial da chapa ao governo da Bahia. Se depender de Jaques Wagner, o mistério sobre a formação da majoritária governista pode ter fim nesta semana.
O papel do assessor
Alguns colegas se esquecem, mas é sempre bom lembrar: o papel do assessor é fazer a ponte entre o assessorado e os repórteres. Qualquer coisa fora disso não deve ser normalizada. Assessor, acima de tudo, também é jornalista e não deve ter partido político. Se não for assim, ele acaba também induzindo o seu próprio assessorado ao erro. Fica a dica.

Don Juan da Penha
A Penha, esse enclave dourado da Bahia de Todos os Santos, onde coronéis e oligarcas erguiam casarões de veraneio como fortalezas de status, guarda tradições mais antigas que as marés. Ali, no ciclo eterno do verão, famílias se entrelaçavam tanto que os boatos de traições viravam pólvora silenciosa — explosiva intra muros, mas muda na imprensa da época. Gerações se alternam, mas costumes ficam. Agora, com drinques gelados, piscinas de borda infinita, passeios de quadriciclos, festas privadas com bandas e artistas famosos, surge uma figura que está recebendo a alcunha de Don Juan. Dizem que não há um dia sem investidas nas mulheres casadas ou solteiras. Vozes baixas ja chegam a questionar a verdadeira origem de certas proles.

Circulando
O juiz Ruy Britto, afastado pelo CNJ, foi visto em Brasília no dia da primeira sessão do Conselho após a decisão. A presença chamou atenção nos corredores, onde corre à boca miúda que o magistrado teria passado por gabinetes de conselheiros numa tentativa de reverter a própria situação. Oficialmente, silêncio. Nos bastidores, a circulação não passou despercebida.
Bruno Henrique, o segundo
Não só a semelhança física, como a semelhança na pífia gestão de ambos os gestores têm levado leitores e ouvintes da Itapoan FM e Baiana FM a compararem o atual prefeito Bruno Reis ao antigo gestor João Henrique. As coincidências não param por aí. Quando anda na rua, as pessoas já o chamam de Bruno Henrique, o segundo.
Amém
Durante o pouso de um voo recente, o deputado Pastor Isidório foi flagrado com a Bíblia em mãos, apertada como quem não quer conversa com a gravidade. Isso tudo era medo de cair o avião?
