Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 21/08/2025, às 06h00 Editoria de Política
O Brilho Obscuro da Educação
Na Secretaria Municipal de Educação de Salvador (Smed) os ensinamentos são um baile de cifras e segredos. Ligada à Operação Overclean, que desmascarou fraudes de R$ 1,4 bilhão, a Smed é palco de um enredo nebuloso: creches erguidas para amigos do poder, contratos de “livros de ouro” que enriquecem poucos e capacitações que, sob o verniz de progresso, escondem escuridão. Transparência? Só no nome do portal. Enquanto playboys endinheirados brindam com o lucro, a educação municipal dança uma quadrilha onde o povo só assiste, e o dinheiro público some na fumaça da fogueira. Quem rege essa orquestra? Salvador murmura, mas o inquérito no STF, sob sigilo, promete respostas.
Tic tac, Overclean
A Operação Overclean segue rondando os corredores do poder e, pelo visto, está prestes a bater à porta de mais gente graúda. A Sombra do Poder já havia alertado (e acertado) sobre cada nova fase da investigação. Agora, o clima é de contagem regressiva. A cada fase, mais contratos turvos e personagens conhecidos caem na rede. Quem ainda acha que o relógio não vai bater à sua porta pode se preparar: a ampulheta virou e a areia está caindo rápido. Tic tac, Overclean.

Faroeste Fast Food
A Operação Faroeste, que muitos pensaram ter sido esquecida, também voltará ao noticiário com força total. O caso que abalou a cúpula do Judiciário baiano retorna em ritmo acelerado, lembrando um “fast food” de novas fases e desdobramentos. A retomada promete atingir em cheio figuras que já se consideravam fora de risco, deixando muito advogado de calça curta. Quem apostava no esquecimento pode se preparar: a investigação continua viva e pode trazer novas surpresas nos próximos capítulos.
O Músico dos Pardais
Em Salvador, um empresário de sorriso largo e fala mansa rege uma orquestra que poucos ousam escutar. Cordial como um anjo, mas com estripulias que fariam o diabo corar, ele conduz nos caminhos incautos paulistas a um banquete exótico: arroz de hauçá servido com promessas de fortunas. Só que, no prato, os pardais cantam — e não é serenata. São críticas gravadas, fortunas que viram pó e segredos que o tempo, impaciente, ameaça escancarar. Enquanto o relógio tic-taqueia, a paciência da cidade se esvai, e o maestro dos pardais segue afinando sua derrocada.

Escândalo em Condomínio de Luxo
Um copo Stanley, junto com um reserva de conselho do Além Car, um administrador ouro falso e um Tim Maia sem caráter, vem causando danos ambientais já investigados pelo competente promotor de Meio Ambiente de Camaçari. O caso fica mais grave quando eles se valem dos cargos para criar dificuldades e vender facilidades. O escândalo já está nas mãos das autoridades da Polícia, Inema e Ministério Público, mas o Conselho do Condomínio ainda se mantém omisso e pode ser responsabilizado.
Gás escapando
Nos dutos da Bahiagás, o fluxo de recursos é tão farto quanto o gás que promete aquecer lares e indústrias do sertão baiano. Mas, enquanto o dinheiro corre como um rio, o gás parece preferir a liberdade: vaza pelos canos, deixando destinatários a ver navios. A Companhia de Gás da Bahia, que adota discurso de crescimento e modernização, parece tropeçar na própria rede. Entre promessas de conectar milhares de novos clientes e abastecer indústrias, os vazamentos — de gás e de confiança — sussurram uma verdade incômoda: nem todo recurso que passa pelos dutos chega a quem precisa. Salvador assiste, e o cheiro de metano no ar é mais que um alerta — é um mistério que os relatórios não explicam.

O Pote de Ouro e os Sussurros Paulistanos
Na Bahia o clima esquenta no São João, mas é nos bastidores financeiros paulistanos que o fogo realmente pega. O Banco de Brasília (BRB), com sua lábia de ouro, abocanhou a bilionária conta de depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), um verdadeiro pote de ouro que faz brilhar os olhos de qualquer banqueiro. A negociação, envolta em cifras que dançam na casa dos bilhões, virou o assunto das rodas paulistanas, onde sussurros elegantes especulam: como o BRB, um banco do Planalto Central, seduziu o Judiciário baiano? Com o “PIX Judicial” como carta na manga, o BRB promete rapidez e modernidade, mas o que se murmura em São Paulo é que, nesse jogo de cifras, as regras são tão flexíveis quanto os dedos e mãos do mercado.

GymPrefs
A nova onda da Prefs é movimentar os servidores municipais e incentivar que eles sigam rotinas de bem-estar, seja em aulas de pilates, clubes de corrida ou centros de musculação soteropolitanos. A campanha pelos corpos esculturais é tanta que tem até carro da prefeitura levando e buscando gente graúda da gestão municipal em famosas academias de um centro comercial bem badalado de Salvador. Até a cor combina com o padrão visual da Prefs. Resta saber se Bruno Reis está sabendo dessa malhação toda ou se vai ficar sabendo pela Sombra do Poder desta semana.

O sumiço dos projetos
Depois de se reunir a portas fechadas com os vereadores, o prefeito de Salvador anunciou quais são os projetos polêmicos que o município vai enviar à Câmara para votação neste semestre. A base foi informada que pelo menos 13 textos são esperados nos corredores da Câmara. Acontece que, na última semana, somente cinco deles foram lidos no plenário: dois empréstimos milionários, um que mexe no subsídio do transporte público, um que altera a organização estrutural da Prefs e o famigerado acordo que pôs fim à greve dos professores da rede municipal. Quanto aos outros, ninguém sabe e ninguém viu.

Cheiro de pólvora
As más línguas já dão conta de que os novos projetos foram enviados pelo município, mas ainda não divulgados pelo presidente da Câmara por serem considerados "pautas-bomba". A já minada relação entre Executivo e Legislativo pode se agravar ainda mais com a exposição de vereadores em votações que podem contrariar a opinião pública. Nos próximos dias, acordos e desacordos prometem agitar os arredores da Praça Municipal.
A primeira baixa da federação PP-União Brasil
Mal foi confirmada a 'superfederação' entre o PP e o União Brasil no âmbito nacional, com objetivo de obter uma bancada representativa no Congresso, e já foi registrada a primeira baixa para 2026 no grupo baiano. Trata-se do botão do paletó do líder do governo na Câmara Municipal, que não resistiu à foto com os representantes baianos e já deu sinais de que não vai suportar qualquer centímetro a mais que o vereador ganhe. Orixás Center é logo ali, Kiki.

Cadê a confiança?
Na última semana, a oposição na Câmara de Vereadores conseguiu aprovar uma audiência pública no plenário da Casa para discutir o futuro de um terreno no bairro da Graça. No entanto, o que chamou a atenção no evento foi a ausência dos oposicionistas. Coube ao presidente da Câmara, Carlos Muniz, fazer o papel da oposição.

Oh maluquete, de quem você é tiete?
O União Brasil e o PP aprovaram, na última terça-feira (19), a formação de uma federação entre ambos. Quem esteve presente no evento foi o prefeito de Salvador, Bruno Reis. Na oportunidade, o chefe do Executivo da capital baiana aproveitou para 'tietar' o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos cotados para ser o presidenciável apoiado por Bolsonaro em 2026. Esse não é o primeiro “aceno” de Reis ao bolsonarismo. Em uma agenda recente, ele criticou a prisão domiciliar do ex-presidente. “Medidas como essa só fazem estimular ainda mais a escalada desse extremismo, da instabilidade de quem vive no país”, disse.

Jogo virou?
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) estava contando com a baixa na popularidade do presidente Lula (PT) para alavancar a sua candidatura ao governo da Bahia, mas parece que, após o tarifaço de Donald Trump imposto ao Brasil e a queda na inflação dos alimentos, como aponta a última pesquisa Quaest, a popularidade de Lula na Bahia vem oscilando para cima, chegou a 60%, e no Brasil tem diminuído a diferença para a desaprovação. Será que Neto pode desistir de ser candidato ao governo diante do risco de nova derrota para Jerônimo, se essa tendência continuar?
Alienígena
Chamado em manifesto de “alienígena que caiu de paraquedas no cargo”, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, não deixou barato. Durante evento em Mucugê, nesta quinta (14), rebateu as críticas: “Levar feira literária para cidades do interior e regiões indígenas e quilombolas deve ser coisa de alienígena. Mas nós vamos continuar trabalhando com determinação em todos os cantos da Bahia”. O problema é que, aqui na Terra, cerca de 100 artistas e produtores culturais seguem cobrando o básico: políticas permanentes de fomento, recursos próprios no orçamento e a execução do Plano Estadual de Cultura, aprovado desde 2014 e ainda esquecido em outra galáxia.

Água parada
Depois de semanas no banho-maria, a Embasa resolveu retomar as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. O Sindae cobra mais agilidade, afinal, são mais de 100 cláusulas na pauta, entre questões sociais, administrativas, de saúde, segurança e, claro, econômicas. A expectativa é que a estatal enfim apresente uma proposta global. Só então o sindicato chamará assembleias para decidir se a categoria fecha ou não o acordo. Até lá, a água segue turva e a paciência dos trabalhadores começa a escorrer pelo ralo.
Buraqueira
A SEINFRA-BA divulgou o resultado parcial do pregão eletrônico, referente ao Lote 10 da manutenção rodoviária. A vencedora foi a Construtora Gil Ferreira Ltda, que vai abocanhar R$ 19,5 milhões pelo serviço de conservação e recuperação de estradas estaduais e acessos. O critério usado foi o de "maior desconto". Contudo, no fim das contas, quem mais vai precisar apertar o cinto é o contribuinte, que segue enfrentando buracos e remendos no asfalto baiano.
Classificação Indicativa: Livre
Oportunidade
som poderoso
Super desconto
Imperdível
Despencou o preço