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Na Sombra do Poder: o padrinho

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Os bastidores da politica baiana

Publicado em 07/04/2022, às 05h55 - Atualizado às 07h00    Reprodução    Editoria de política

Um famoso empreiteiro baiano vem sendo chamado pelo mercado de ‘O Padrinho’. O rapaz bem afeiçoado e com relações bem robustas vem abocanhando grandes fatias em licitações nem sempre republicanas na capital baiana. Dizem as boas línguas que ele tem um baita padrinho local. Uma figura do município disse à coluna que ele hoje está mais para padrinho do que afilhado. A bola está na mesa do prefeito Bruno Reis para saber se esse batismo é real ou água de fonte suja.

O corno do ferry-boat

Sem ainda termos superado o caso do morador de rua em Brasília, eis que surge o ‘corno do ferry-boat’ em Salvador. Uma briga de casal em uma das embarcações do sistema de travessia entre a capital baiana e a ilha de Itaparica viralizou nas redes sociais. A confusão com direito a plateia aos gritos de ‘corno’ foi registrada até por um drone e se tornou um dos assuntos mais comentados nos últimos dias. O protagonista da cena jura de pé junto que não se incomodou com apelido carinhoso que recebeu após a divulgação das imagens. Apesar disso, ele afirma que tudo não passou de um mal-entendido e que, pelo menos, dessa vez ele não foi agraciado com um par de chifres. Cantor de uma banda de pagode, ele inclusive já prometeu que o ‘corno do ferry’ vai virar música.

Família reunida I

Faltou pouco para Jurandy Oliveira dar um by-pass em Lídice da Mata na reta final da janela partidária. De saída do PP, ele estava pronto para entrar no PSB, mas queria deixar o filho Marcelo Oliveira abrigado em outra legenda, e mais adiante avaliariam qual dos dois estaria em melhores condições de concorrer. Para um esperto, outro. Lídice foi ajustar os ponteiros com o governador Rui Costa, que tratou de deixar a família Oliveira toda juntinha no PSB.

Família reunida II

Outro clã que chegou ao PSB foi o dos Bandeira. Ex-prefeito de Juazeiro, Joseph Bandeira cobrou caro para se filiar à legenda junto com o filho, Leonardo Bandeira, que é vice da prefeita Suzana (PSDB) em Juazeiro. A fatura chama pelo nome de Seagri, única pasta relevante do PSB no governo Rui.

De pai para filho, amém!

Na cerimônia de posse do vereador Randerson Leal (PDT), que é filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV), foi notório o discurso cheio de rasgação de seda, choro e abraços entre o pai parlamentar e seu filho, que sai do anonimato parta figurar entre os grandões na CMS. Mas o que chamou a atenção mesmo foi a presença do filho do presidente da Casa Geraldo Junior, Matheus Ferreira, no evento. Matheus é recém-lançado como pré-candidato a deputado estadual pelo partido do pai e já começou a participar de eventos oficiais da CMS ao lado do pai.

Realidade Over

Geraldo Júnior ainda está tateando no terreno da esquerda desde que passou a conviver oficialmente entre petistas há uma semana. Na tentativa de agradar os aliados, faz declarações exacerbadas e, por vezes, sem considerar as variáveis da realidade. Prova disso foi chamar seu colega de chapa, Jerônimo Rodrigues, de “o melhor secretário de educação de todos os tempos”, durante uma agenda em Itaparica. Até governistas acharam que o tom foi over demais.

Realidade Under

A despeito dos programas educacionais que a gestão estadual defende desde o governo Wagner, os indicadores no Ideb não ajudam, o que deixa a pasta na mira dos adversários ao longo da campanha eleitoral. E mais ainda: a Bahia não teve um dia sequer de aula online quando a pandemia eclodiu.

Fios

A operação política que mexeu nas estruturas da CMS ao que parece afetou a fiação da Casa. Entendedores entenderão.

Superstição

Um observador do mexe-mexe político se apegou ao detalhe de que, depois da janela partidária, o PT passou a ter 13 deputados na AL-BA. Coisa de superstição, porque na prática a bancada cresceu depois de acolher dois deputados governistas: Júnior Muniz (ex-PP) e Euclides Fernandes (ex-PDT).

Sem pré-candidatura, mas nos states

Em meio ao imbróglio político entre Moro, Podemos e União Brasil, a deputada baiana Dayane Pimentel, que não está nem com um nem com outro, partiu a mil com o ex-juiz para os Estados Unidos, onde ele irá palestrar no Brazil Conference, junto com Doria e Ciro.

Sem piedade

Apesar de ser padrinho da filha de Rosalvinho Sales, ACM Neto não teve piedade e demitiu o ex-prefeito de Amargosa da gestão soteropolitana, com quem tinha uma relação de 20 anos. Neto já tinha cortado os laços familiares no ano passado com o deputado federal João Roma (PL), pai da sua afilhada Clarice. O comentário no meio político é de que o ex-prefeito soteropolitano “não tem consideração” nenhuma por ninguém, mesmo que a família esteja no meio.

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