Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 28/08/2025, às 06h00 - Atualizado às 06h20 Editoria de Política
O BRA de Karnal e o Caos dos Correntistas
No Brasil dos arranha-céus e das filas intermináveis, o Bradesco apostou alto ao transformar seu BRA em braço de Leandro Karnal, o historiador de verbo afiado e careca reluzente, contratado para salvar as campanhas de pessoas físicas e jurídicas com sua retórica de autoajuda. A promessa? Transformar correntistas em fiéis devotos do banco. O resultado? Um êxodo digno de novela bíblica, com clientes fugindo mais rápido que o saldo numa Black Friday. Entre o atendimento virtual que trava como conexão de 3G e o presencial que parece castigo, os correntistas do Bradesco estão em debandada, levando suas economias para pastos mais verdes. Karnal, com sua verve de conselheiro motivacional, tenta emplacar o “Autoajude-se” enquanto as agências ecoam reclamações. E aqui entra a comparação inevitável: ele e Alexandre de Moraes, dois carecas implacáveis, cada um com seu alvo. Moraes, o algoz da família Bolsonaro, brandindo inquéritos como trovões; Karnal, o carrasco dos clientes, cujas campanhas parecem desconectar mais contas do que conquistar. Dizem que Moraes precisa da Lei Magnitsky para estremecer, mas Karnal? Ele dispensa sanções americanas. Sua ofensiva de marketing, mais afiada que um sermão de autoajuda, já faz o estrago sozinha, esvaziando agências e carteiras. No reality bancário, o próximo capítulo é incerto: será que o BRA resiste ao braço de Karnal, ou os correntistas vão decretar falência emocional?
Terror imobiliário
Na Bahia, onde o sol brilha tanto quanto os esquemas, o empresário Bobina voltou a reinar como o maestro do caos imobiliário. Famoso por seus voos de jatinho a Miami e por sua paixão pelo tênis, o esporte dos endinheirados, ele parece ter trocado a raquete por golpes ainda mais precisos. Após um litígio societário que escancarou as vísceras de seus negócios, Bobina ressurgiu como um encantador de serpentes, hipnotizando investidores com promessas de lucros tão lustrosos quanto o asfalto de um condomínio de luxo. No tabuleiro do mercado imobiliário soteropolitano, ele joga com a finesse de quem sabe que cada terreno é uma narrativa, e cada contrato, um palco. Terrenos duvidosos e cripto sonhos circulam como troféus em seus discursos, enquanto os desavisados abrem as carteiras, seduzidos pelo brilho de um deal bom demais para ser verdade. O burburinho, dos cafés do Horto até a orla, sussurra: até onde vai o saque de Bobina? E, quando o encanto se quebrar, mais uma vez, quem ficará com o título de vítima no torneio do prejuízo? No reality show da Bahia, o próximo game é dele, mas o placar, ninguém sabe.

Desodorante vencido
Nos bastidores do Congresso, corre a piada sobre o deputado “desodorante vencido”. Segundo colegas, por onde passa, deixa rastro, literal e figurativamente, e ninguém consegue ignorar.
Reunião para apagar incêndio?
Uma reunião entre o senador Otto Alencar e o secretário Adolpho Loyola movimentou a cena política baiana nesta semana, sobretudo após as declarações de Angelo Coronel de que vai disputar a reeleição e tem conversado mais com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do que com o governador Jerônimo. As falas de Coronel incendiaram a disputa interna entre PSD e PT por uma vaga no Senado na chapa majoritária de 2026. Pela interação entre eles nas redes sociais, parece que a reunião foi produtiva. Ainda assim, Alencar tem dito que as definições sobre 2026 só serão anunciadas no início do próximo ano.

Dia cheio
A tão aguardada reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito Bruno Reis enfim aconteceu. E o destino tratou de caprichar. Não bastasse o encontro à tarde, os dois ainda estiveram lado a lado na abertura do INDEX Bahia, evento destinado à indústria baiana. E o que não faltou foi tititi ao pé do ouvido.

Sem kikiki kakaká
São vários os relatos de descontentamento da base de Bruno Reis na Câmara Municipal. Depois que o clima de insatisfação ficou evidente nas discussões sobre a chegada de projetos do Executivo, alguns vereadores já cogitam se alinhar à oposição em pautas importantes para Salvador. Na última sessão, as cadeiras vazias do lado governista já evidenciam que Bruninho vai precisar dar seus pulos e garantir que os desejos dos edis sejam agraciados. E a liderança, cadê?

Pegou mal
Já ficou nítido que a situação da vereadora Débora Santana (PDT) não está das melhores. Depois de ver o filho preso por atropelar um maratonista e ser criticada por dizer, inicialmente, que ele teria "problemas mentais", a parlamentar, em um lapso de criatividade, pediu que a prefeitura interdite vias que sirvam para atividades físicas em Salvador para garantir a segurança. Tal medida seria para garantir a "segurança" desses praticantes, o que seria óbvio. Mas e quem joga o carro na calçada, combina bebida com direção e assume o risco de matar uma pessoa no trânsito? Faltou semancol.
Harmonia parlamentar
A troca de afagos políticos entre os poderes chamou a atenção do STF, na figura do ministro Flávio Dino, na semana passada. O mais novo cidadão baiano viu de perto como está harmoniosa a relação da Assembleia Legislativa com o Governo do Estado, principalmente, diante da sintonia entre Ivana Bastos (PSD) e Jerônimo Rodrigues (PT). "Pelo que eu posso ver, na Bahia, a questão das emendas parlamentares está superada no âmbito estadual", brincou Dino, arrancando risos dos presentes no evento da semana passada.
Cruzada ética
Em meio à tentativa de Hamilton Assis de se manter na Câmara, o PSOL pode perder a outra cadeira na Casa Legislativa. Isso porque um imbróglio envolvendo os vereadores Eliete Paraguassu (PSOL) e Cláudio Tinoco (UB) agitou os bastidores da Comissão de Ética. Uma denúncia de racismo contra o edil, feita por um coletivo ativista socioambiental, motivou um requerimento do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que exigiu uma resposta da CMS. O Conselho de Ética ainda recebeu uma representação de Tinoco, pedindo que Eliete também seja investigada pela ofensiva. A NSP teve acesso aos detalhes da denúncia e já adianta: a briga vai dar o que falar nos próximos dias.
Fogo no TJ
A eleição para a mesa diretora do TJBA do biênio 2025-2027 está marcada para novembro de 2025, com cerca de 65 desembargadores votantes, ainda pendente a posse de dois membros. O clima é de divisão: alguns tentam acelerar a disputa, deixando em segundo plano a função jurisdicional, outros pregam o “voto útil”, embora os magistrados se conheçam bem e avaliem critérios como integridade, gestão e dedicação. Há também quem recorra a jogo baixo, já identificado e monitorado pela NSP, que promete revelar provas no momento oportuno. Oito desembargadores ouvidos pela NSP, sob sigilo, afirmam que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno com disputa acirrada, tendência que deve se manter até o fim do processo.

A sombra de Bruno
O crescimento gradual de José Carlos Aleluia no cenário político de Salvador começa a preocupar o prefeito Bruno Reis (União Brasil). Com articulação discreta, mas constante, Aleluia vem ganhando espaço diante do desgaste do segundo mandato de Bruno, considerado fraco por aliados e adversários. A movimentação alimenta especulações sobre o futuro político da capital e coloca o prefeito sob pressão.

Cochicho
Um flagra curioso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) chamou a atenção: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o baiano Otto Alencar (PSD) foram vistos em longa conversa ao pé do ouvido. O diálogo, cheio de cochichos e risadas discretas, levantou especulações nos corredores de Brasília. Do que será que eles tanto falavam? Até agora, mistério total.

Estratégia
O ex-ministro João Roma (PL) vem se movimentando como pré-candidato ao governo da Bahia, mas, nos bastidores, a leitura é de que essa não será sua parada final. A aposta é que, no momento certo, Roma retire seu nome da disputa para se lançar ao Senado, integrando a chapa de ACM Neto (União Brasil). A movimentação mantém Roma no jogo político e reforça sua posição como peça estratégica na montagem do tabuleiro da oposição.
Primeiro ela
O passo oficial para o retorno da amizade entre as famílias de ACM Neto e João Roma foi dado pela deputada federal Roberta Roma, em postagem nas redes sociais. Nos bastidores o fato chamou a atenção, pois amigos próximos ao ex-prefeito da capital e ao dirigente estadual do PL afirmam que uma das principais barreiras para um retorno foi justamente a mágoa da parlamentar.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato