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Briga entre herdeiros trava negócio de R$ 500 milhões em área nobre na orla de capital no Nordeste

Imagem Briga entre herdeiros trava negócio de R$ 500 milhões em área nobre na orla de capital no Nordeste
Disputa familiar e disputa entre construtoras emperram venda de terreno à beira-mar  |   Bnews - Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 19/03/2026, às 06h02



Uma briga entre herdeiros está travando um negócio milionário no litoral de Pernambuco. A venda de um terreno avaliado em cerca de R$ 500 milhões, na orla de Recife, virou alvo de disputa judicial e também de interesse de grandes construtoras.

A área fica na praia do Pina, onde funcionava o antigo Cassino Americano, e pertence em parte à família do empresário João Santos, morto em 2009, segundo o Uol. A reportagem detalha que os herdeiros têm 70% do terreno, enquanto os outros 30% estão ligados ao grupo empresarial dele, que está em recuperação judicial.

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Propostas diferentes acirram disputa
O impasse começou quando parte da família aceitou uma proposta da construtora Rio Ave, que inclui pagamento em dinheiro e permuta em imóveis futuros.

Mas dois herdeiros foram contra o acordo e apresentaram uma nova oferta, considerada maior, feita pela construtora Moura Dubeux — o que acirrou ainda mais o conflito dentro da própria família.

Além do racha entre irmãos, a disputa ganhou outro nível: virou também uma briga entre duas das maiores construtoras de Pernambuco.

Justiça entra no caso
A venda chegou a avançar com autorização judicial e contrato assinado, mas decisões recentes interromperam parte do processo, principalmente em relação à fatia ligada ao grupo empresarial, que tem dívidas e credores envolvidos.

O Ministério Público se posicionou a favor da proposta já em andamento, citando risco de prejuízo maior caso o processo demore. Já credores trabalhistas contestam o modelo da negociação, alegando desigualdade na divisão dos valores.

Negócio travado e pressão por prazo
A pressa para fechar o acordo tem motivo: um programa estadual permitiu reduzir uma dívida milionária de imposto sobre herança, mas o benefício tem prazo para acabar no fim de março.

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