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Jornalista e influenciadora revela ter sofrido tentativa de estupro em orla: "Gritei pedindo socorro"

Foto: Reprodução / Instagram
Em um vídeo impactante, Dalu Melo fala sobre a tentativa de tentativa e a falta de apoio após o incidente  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / Instagram
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 09/06/2026, às 20h30



Nesta terça-feira (9), a jornalista e influenciadora paraibana, Dalu Melo, fez um relato delicado nas redes sociais, informando que foi vítima de uma tentativa de estupro na orla da cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a jornalista deu detalhes sobre o ocorrido. Dalu revelou que o caso aconteceu por volta das 9h, enquanto ela retornava de uma corrida.

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"Eu sou abordada por um homem se masturbando. E não basta só o ato, eles ainda têm que verbalmente constranger você. E naquela hora, eu tenho um instinto de reação. É muito mais forte do que eu. Depois eu racionalizo que poderia ser perigoso, que poderia qualquer coisa. Mas, na hora, é muito mais forte que eu e, na mesma hora, quando eu vi, eu gritei. Eu gritei pedindo socorro, pedindo ajuda. E não tinha ninguém na praia porque era um horário, enfim, nove horas de manhã, numa terça-feira, que não é comum", declarou.

A jornalista afirmou que o homem tentou levar a sua bolsa, mas ela conseguiu manter o pertence. O acusado ainda não foi identificado e também não foi preso. "Quando eu vi que, infelizmente, a maioria dos homens tarados, eles são covardes. Então, quando você enfrenta, eles entram em pânico, em desespero. E aí, ele saiu correndo. Eu saí correndo atrás dele, gritando por socorro, até estou rouca. Gritando por socorro. E o pior de tudo é que esse cara conseguiu escapar", comentou.

Dalu revelou que homens que presenciaram o episódio diminuíram a situação. "Não passou uma viatura, não passou nada. Mas os homens que estavam lá na hora foram completamente coniventes ao comportamento desse cara. E aí, o que mais me revolta, é que enquanto mulher nesse país de merda, a gente tem que aceitar um lugar de vulnerabilidade, de se permitir ser agredida (...) Resultado, saí correndo, quando alguém me abordou, pedindo pra eu me acalmar. Ainda disse assim, 'ah moça é normal, aqui sempre acontece isso'", reforçou.

"Eu tenho direito de caminhar na praia. Eu tenho direito de correr, eu tenho o direito de tomar um banho de mar, eu tenho o direito de fazer qualquer coisa que eu puder. E que a gente não se cale. Que a gente não se cale", desabafou.

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