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Justiça manda prender empresária investigada por espancar doméstica grávida após sumiço de anel

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Áudios mostram empresária admitindo a violência contra a empregada doméstica de 19 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Mirante
Victória Valentina

por Victória Valentina

Publicado em 07/05/2026, às 09h16



A Justiça do Maranhão decretou, nesta quinta-feira (7), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, na cidade de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

O pedido foi feito pela Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes chegaram a ir até a residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi localizada. A defesa informou que Carolina pretende se apresentar voluntariamente à delegacia ainda nesta quinta.

Entenda o caso

O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela relata as agressões cometidas contra a jovem, identificada como Samara, que está grávida de cinco meses.

Segundo a vítima, ela trabalhava temporariamente na casa da suspeita para juntar dinheiro e montar o enxoval do bebê. As agressões teriam começado após Carolina acusá-la de ter roubado um anel.

"Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar", disse a vítima.

Nos áudios divulgados pela TV Mirante, Carolina diz que contou com a ajuda de um homem armado, ainda não identificado. "Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos", diz em um dos trechos.

"Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje meu dedo chega tá roxo", afirmou a investigada.

As gravações foram obtidas pela Polícia Civil e anexadas ao inquérito. Em uma das mensagens, Carolina ainda afirma que não foi levada imediatamente à delegacia porque um dos policiais que atenderam a ocorrência seria conhecido dela.

"Se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas", teria dito o policial, segundo relato da própria empresária nos áudios. O possível envolvimento de agentes será investigado.

Histórico criminal

Ainda de acordo com as investigações, Carolina Sthela possui um histórico de processos judiciais. Em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de ter roubado uma pulseira de ouro. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de indenização.

Em nota enviada à TV Mirante antes da decisão judicial, Carolina afirmou que as acusações representam "uma distorção do que realmente aconteceu" e disse já ter adotado medidas jurídicas. O marido dela também negou a autenticidade dos áudios.

Classificação Indicativa: Livre

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