BNews Nordeste
por Analu Teixeira
Publicado em 05/05/2026, às 19h33
Um caso revoltante vindo do Maranhão ganhou novos contornos após a divulgação de áudios exclusivos. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é investigada por agredir brutalmente uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís.
As gravações, obtidas pela TV Mirante, mostram a própria suspeita detalhando a violência. Em um dos trechos mais chocantes, ela afirma que a vítima “não era pra ter saído viva” e diz que esperava que a jovem tivesse sofrido ainda mais ferimentos.
A vítima, identificada como Samara, contou que aceitou o trabalho temporário para conseguir dinheiro e montar o enxoval do bebê. Segundo o relato, ela foi acusada de roubar um anel da patroa e, a partir disso, passou a ser agredida dentro da casa onde trabalhava.
Nos áudios, Carolina descreve cenas de extrema violência, incluindo tapas, socos e agressões físicas prolongadas. Ela afirma que contou com a ajuda de um homem armado, que também teria participado das agressões. Em um dos relatos, a suspeita diz que a vítima foi colocada de joelhos, teve o cabelo puxado e foi forçada a procurar o objeto enquanto era atacada.
Mesmo após o anel ser encontrado, dentro de um cesto de roupas sujas, as agressões continuaram. A própria suspeita relata que bateu tanto que ficou com a mão inchada.
A jovem procurou a polícia no dia seguinte ao crime, registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, que confirmou as lesões. Imagens mostram marcas espalhadas pelo corpo, incluindo um ferimento na testa, que, segundo a vítima, foi causado por uma coronhada.
Outro ponto que chama atenção nas gravações é a afirmação da suspeita de que o policial que atendeu a ocorrência seria seu conhecido. Segundo ela, isso teria evitado sua condução imediata à delegacia, apesar da gravidade das agressões.
Na versão apresentada oficialmente, porém, Carolina nega a violência e afirma que encontrou joias na bolsa da empregada, alegando que a jovem fugiu após a polícia ser chamada. O caso é investigado pela Polícia Civil no Maranhão, e até o momento a suspeita não foi presa nem indiciada.
As investigações também revelam um histórico preocupante, Carolina acumula mais de dez processos na Justiça. Em um deles, de 2024, foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de roubo. A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Direitos Humanos, informou que acompanha o caso e prepara um relatório sobre o histórico da suspeita.
Procurada pela TV Mirante, Carolina afirmou em nota que as acusações são “uma distorção do que realmente aconteceu” e que já tomou as medidas jurídicas cabíveis. O marido dela também nega a existência dos áudios. O caso segue sob investigação e tem gerado forte repercussão pela violência dos relatos e pelas possíveis falhas no atendimento inicial da ocorrência.
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