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Justiça recebe processo em que Lampião aparece como réu; saiba detalhes

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No processo, Lampião e seu bando são acusados pelo homicídio de Luiz Gonzaga Gomes Ferraz  |   Bnews - Divulgação Biblioteca Nacional

Publicado em 16/09/2023, às 17h09   Cadastrado por Edvaldo Sales



O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) recebeu o primeiro processo judicial no qual Lampião aparece como réu. De acordo com o g1, são aproximadamente 1.400 páginas escritas à mão, com detalhes da época do Rei do Cangaço.

No documento, Virgulino Ferreira da Silva e seu bando são acusados pelo homicídio de Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, um coronel influente e reconhecido líder político da época. Contado em detalhes no processo, o crime aconteceu em 20 de outubro de 1922, em São José do Belmonte, no Sertão do estado.

Ao g1, o desembargador Alexandre Assunção, presidente da Comissão de Gestão e Preservação da Memória do TJPE, contou que Luiz Gonzaga veio da cidade de Floresta e se tornou um comerciante próspero em São José do Belmonte.

Aconteceram algumas desavenças com as lideranças políticas do município e, devido a isso, uma dessas lideranças contratou o bando de Lampião para fazer essa empreitada contra o comerciante”, explicou.

O magistrado afirmou que o processo incluiu muitas pessoas que faziam parte do bando de Lampião. Foram 13 anos em andamento na Justiça até que acontecesse o primeiro julgamento, mas Virgulino nunca chegou a ser condenado.

“Quarenta e duas pessoas foram denunciadas, mas nem todas foram levadas a julgamento porque morreram antes. Eles foram pronunciados, que é a primeira fase do processo de homicídio. Como o material é muito frágil, nós ainda não fizemos a análise completa. Mas já sabemos que aconteceu um julgamento em 1935. Lampião morreu antes da condenação, porque era necessária a presença dele para ocorrer o julgamento”, disse o desembargador.

Entregue à Comissão de Gestão da Memória do TJPE pela família do juiz Assis Timóteo, de Triunfo, no Sertão de Pernambuco, o material já está em fase de limpeza mecânica e conservação.

O manuscrito está desbotado devido à ação natural do tempo, mas ele ainda apresenta boas condições de leitura e deve ser digitalizado e disponibilizado para consulta pelo Memorial de Justiça.

Classificação Indicativa: Livre

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