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Operação que mira PMs que vendiam armas para facções prende 18 suspeitos na BA e em outros dois estados

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Os principais alvos da operação são policiais militares da Bahia e de Pernambuco  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PF

Publicado em 21/05/2024, às 08h32 - Atualizado às 08h33   Redação



A Polícia Federal (PF) já prendeu 18 suspeitos envolvidos com a venda de armas para facções criminosas durante a Operação Fogo Amigo, nesta terça-feira (21), na Bahia. Entre eles está um cabo da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). De acordo com a PF, a ação acontece em Salvador/BA, Santo Antônio de Jesus/BA, Porto Seguro/BA, Juazeiro/BA, Petrolina/PE e Arapiraca/AL. 

Os principais alvos da operação são policiais militares da Bahia e de Pernambuco que vendiam armas e munições para facções criminosas. Além deles, a operação também mira agentes de segurança pública, CACs, empresários e lojistas especializados em vender armas e munições ilegais para facções criminosas na Bahia, Pernambuco e Alagoas.

A Justiça bloqueou R$ 10 milhões dos investigados e suspendeu atividade econômica de três lojas que comercializavam material bélico de forma irregular. 

Durante a deflagração da operação, o Exército Brasileiro realizou fiscalização em outras lojas que comercializam armas, munições e acessórios controlados nos municípios de Juazeiro/BA e Petrolina/PE. 

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, cujas as penas somadas podem chegar a 35 anos de reclusão. 

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, em ação integrada com o GAECO Norte do MP/BA, e com o apoio da CIPE-CAATINGA, BEPI (PM/PE); CORE-Polícia Civil da Bahia; GAECO/PE; FORCE/COGER; CORREG (Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco); e Exército Brasileiro.

Desde as primeiras horas da manhã, cerca de 325 Policiais Federais, grupos táticos da PF/BA, PM/BA, PM/PE, PC/BA GAECO/BA, GAECO/PE e Exército, cumprem 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos Estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

O nome da ação faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contras os próprios órgãos de segurança pública.

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