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Ostentava Rolex, joias e carros: Maior fornecedor de drogas da Paraíba é preso em condomínio de alto padrão

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Investigação aponta que o traficante enviava cocaína para a Paraíba, Pernambuco e Ceará, com estrutura empresarial  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PC
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 27/02/2026, às 09h52



Um homem apontado pela Polícia Civil como o maior fornecedor de drogas para o estado da Paraíba e líder de uma organização criminosa foi preso na manhã desta quinta-feira (26), em um condomínio de alto padrão em Hortolândia, no interior de São Paulo.

De acordo com as investigações, Jamilton Alves Franco, conhecido como "Chocô", mantinha uma vida de luxo sustentada pelo tráfico interestadual de drogas e por um esquema de lavagem de dinheiro em larga escala. Além de abastecer a Paraíba, seu estado natal, ele também enviava entorpecentes para regiões de Pernambuco e do Ceará.

Ainda segundo a polícia, o suspeito deixou Cajazeiras (PB) ainda jovem e se mudou para São Paulo. Durante passagens pelo sistema prisional paulista, teria estabelecido vínculos com facções criminosas, o que possibilitou sua ascensão dentro da estrutura do tráfico, passando a coordenar o envio de grandes carregamentos de cocaína para o Nordeste.

No cumprimento do mandado de prisão, realizado na residência de luxo, os agentes apreenderam joias, entre elas um relógio Rolex, além de anéis, correntes com as iniciais do investigado, dinheiro e drogas. Imagens divulgadas pela polícia mostram um hall de entrada com lustre de grande porte e uma Land Rover Evoque 2023 estacionada na garagem.

Segundo o Ministério Público da Paraíba, a organização funcionava com estrutura empresarial, dividida em núcleos gerencial, operacional e financeiro. O grupo atuava tanto no tráfico interestadual quanto na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e uso de "laranjas".

As decisões judiciais expedidas durante a operação também determinaram o bloqueio de R$ 104,8 milhões, o sequestro de 13 imóveis de luxo e a apreensão de 40 veículos, incluindo carros de alto padrão.

A Operação Argos cumpre, ao todo, 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

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