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Pescadores protestam após construção de muro em praia do Nordeste: "Tirando nosso sustento"

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Demanda foi parar na Justiça Federal e aguarda julgamento  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/12/2024, às 08h04



O Nordeste brasileiro é bastante conhecido por suas famosas praias e destinos turísticos atraentes que fazem a economia movimentar. Porém, na praia de Maracaípe, em Pernambuco, que fica próxima de Porto de Galinhas, badalado destino turístico, a situação não é bem assim. Isso porque um muro foi construído com troncos de coqueiro por um empresário que se diz proprietário da área. 

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O muro tem dificultado o acesso de barraqueiros, turistas e moradores locais à faixa de areia e ao manguezal. A estrutura chegou a ser autorizada pela Agência Estadual do Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), mas depois considerada irregular tanto pelo órgão quanto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU).


Há cerca de dois meses, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a retirada do muro. O caso foi remetido à Justiça Federal e a decisão estadual foi suspensa.


De acordo com o portal DW, integrantes de ONGs que trabalham na região questionam os títulos do imóvel e dizem que desde a construção do muro, a família tem erguido outras propriedades dentro do mangue. Para o Ibama, "em uma área preservada, em que ainda há restinga e biodiversidade, não há por que construir um muro, pois se iniciaria um processo de urbanização, o que traria impactos inconvenientes, ainda mais em um cenário de mudanças climáticas".


O Pontal de Maracaípe costumava ser uma área aberta, pela qual era possível chegar por cinco acessos, diz Ana Paula Rocha, 40 anos, barraqueira que atua há 10 anos no local. O acesso era pela própria areia da praia, por trilhas dentro do manguezal e também com o uso de jangadas.


Segundo Rocha, o movimento de frequentadores na região diminuiu desde a construção do muro e sua renda caiu 50%.


"Isso está tirando o nosso sustento. Somos 18 barracas e não conseguimos trabalhar. Como a gente vai dar de comer aos nossos filhos? Como vai pagar nossas contas?", questiona Rocha.

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