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Relatório técnico sugere medidas de segurança para evitar acidentes nos Cânions do Xingó

Ministério do Turismo

Ao todo, são 60 quilômetros de Cânions do Xingó ao longo do Rio São Francisco na região que recebe mais de 600 mil turistas por ano

Publicado em 19/04/2022, às 10h45    Ministério do Turismo    Redação BNews

Um relatório técnico elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) a partir de uma vistoria realizada entre os dias 14 e 23 de fevereiro deste ano nos Cânions do Xingó, que fica entre os estados de Alagoas e Sergipe, sugeriu algumas medidas de segurança para evitar acidentes no local, como o que ocorreu nos cânions de Capitólio, em Minas Gerais.

Ao todo, são 60 quilômetros de cânions ao longo do Rio São Francisco na região que recebe mais de 600 mil turistas por ano. Para garantir a segurança dos visitantes, foram listadas pelo CPRM 14 medidas de intervenção:

  • Avaliar a remoção e/ou contenção de blocos soltos e instáveis localizados entre a borda e o topo dos paredões, acima de áreas onde é comum a presença humana.
  • Evitar a manutenção de estruturas de visitação, em locais que estejam a uma distância mínima menor que meia vez a altura do paredão.
  • Utilizar boias flutuantes na demarcação de perímetros de interesse.
  • Dar preferência a locais onde a face do paredão se afasta da margem do lago, com amplitudes reduzidas e inclinações mais suaves, para a implantação de novas áreas de banho.
  • Manter o tráfego de embarcações a uma distância mínima de uma vez a altura do paredão.
  • Evitar visitas e passeios em dias com elevadas previsões de chuva.
  • Criar um plano de contingência, para ser usado na eventualidade da ocorrência de acidentes.
  • Promover campanhas de conscientização para os perigos intrínsecos ao ambiente, com divulgação de material orientativo.
  • Adoção de equipamentos de proteção individual, como capacetes, em locais que apresentem um teto rochoso, como a Furna do Morcego e a Gruta do Talhado.
  • Desenvolver estudos geotécnicos e hidrológicos com a finalidade de embasar os projetos e/ou obras de contenção de encostas ou de blocos rochosos.
  • Fiscalizar e proibir a construção ou visitação em áreas protegidas pela legislação vigente;
  • Instalar sistema de alerta para as áreas suscetíveis.
  • Fiscalizar e exigir que novos empreendimentos turísticos apresentem laudos técnicos ou estudos correlatos que autorizem a visitação turística ao local.
  • Adequar os projetos de engenharia às condições geológicas e topográficas locais, evitando realizar escavações e aterros de grande porte.

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