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Anjos: Baiana de acarajé e moradores do entorno da Lapa ajudam animais com comida e tratamento veterinário

[Anjos: Baiana de acarajé e moradores do entorno da Lapa ajudam animais com comida e tratamento veterinário]
19 de Maio de 2021 às 10:00 Por: Arquivo Pessoal Por: Laiz Menezes

A baiana Cláudia Barbosa trabalha há 31 anos na Estação da Lapa, em Salvador, como baiana de acarajé, e não conquistou somente alguns clientes com seus quitutes, mas também um grupo muito especial que perambula pelo local.  

De cinco anos para cá, ela começou a ajudar os cachorros de rua. Esses animais recebem comida, água, tratamento médico e muito amor não só de Cláudia, mas de vários moradores do bairro que com o pouco que têm, decidiram compartilhar.

Na estação, Cláudia ajuda cerca de 10 cachorros, além dos outros que se deslocam de vários lugares da cidade até o bairro para pedir ajuda. Ao BNews, a baiana explica que alguns desses animais têm nomes, outros não, mas que todos são especiais. 

“Sempre que eu chego na Estação os cachorrinhos ficam doidos. Eles ficam em cima de mim, lambem meus pés, pegam na minha mão e parecem bem felizes em me ver. É muito gostoso isso, eu acho lindo”, afirmou. 

Uma das histórias mais impressionantes que a quituteira presenciou foi quando duas cachorrinhas apareceram na Lapa pedindo comida e, depois de uns dias, ela descobriu que elas eram irmãs e que o tutor havia falecido. Uma delas foi atropelada e levada para o médico veterinário. 

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Após ter sido tratada, a cadela passou o pós-operatório na casa de Cláudia, que a batizou de Banguela. No período de tratamento, no entanto, a outra cadela seguiu a trabalhadora, depois de seu expediente, até sua casa e “pediu” para entrar. “Ela bateu na porta com a pata e chorava muito pedindo para ver a irmã”, conta Cláudia. 

Ela explicou que não conseguiu separar as irmãs e decidiu adotar ambas. Banguela faleceu de velhice após receber muito amor pela sua segunda tutora. A outra, que foi chamada de Suzy, vive até hoje com a baiana de acarajé. 

Um apelo da comunidade da Lapa é que os órgãos públicos construam um hospital público para atender, principalmente, os pets em situação de rua “Seria uma benção, um sonho que nós temos, que isso fosse realizado”, disse a baiana. Para ajudá-la, é só entrar em contato com ela através do seu Instagram

Um outro anjo que cuida dos animais na estação é uma amiga de Cláudia, Mariana Anunciação, moradora do bairro. “Meu cuidado é diferente do de Cláudia. Meu foco é levar esses animais para receber atendimento médico e castração, além de cuidar de ferimentos. Com esse tempo de proteção animal, eu já adquiri um conhecimento para tratar de algumas feridas. Eu pego muito caso de animal que foi atropelado ou que está com bicheira pra cuidar e tratar”, explicou Mariana à reportagem. 

Mariana, que trabalha como vendedora de roupas e ajuda cachorros de rua há mais de 8 anos, disse que procura pessoas para acolher esses animais no pós-operatório e que muitos moradores do bairro ajudam os pets junto com ela. 

A vendedora criou o projeto Salvando Patinhas para ajudar gatos e cachorros que vivem nas ruas de Salvador, principalmente os que circulam pela região da Lapa. A vendedora contou que atualmente ela tenta arrecadar dinheiro suficiente para o tratamento de um cachorro que precisa realizar uma tomografia de R$ 1.700, mas que só foi doado R$ 500.

“Sempre que alguém aqui da Lapa tem um animal machucado ou doente, eles correm, pedem minha ajuda e eu faço de tudo para auxiliar. Essa é a minha situação hoje”, concluiu.

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