O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta quinta-feira (16), que o assassinato do traficante paraguaio Jorge Rafaat em Pedro Juan Abalero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, representa um risco real de aumento da criminalidade no país. De acordo com ele, o assassinato de Rafaat teria sido orquestrado por uma facção criminosa de São Paulo, mas os reflexos seriam sentidos também no Rio, já que a quadrilha se tornaria importante distribuidora de drogas e armas para criminosos cariocas. Jorge Rafaat, conhecido como "Rei da Fronteira", foi morto numa emboscada, na qual o carro que dirigia foi alvejado por mais de 200 tiros de metralhadora ponto 50. O grosso calibre da arma, usada até contra aeronaves em guerras, perfurou a blindagem do veículo. Acusado de tráfico de drogas pela Justiça brasileira, Rafaat vivia no país vizinho como um empresário de sucesso.