Polícia

Mortes no Lobato: segurança diz que usou arma no trabalho para se defender

Publicado em 04/05/2017, às 09h37   Tony Silva



Após se apresentar acompanhado de dois advogados no Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na tarde desta quarta-feira (3), o segurança Júlio Cesar de Jesus Perpétuo, 33 anos, suspeito de atirar em quatro adolescentes e matar dois, na estação de trem Santa Luzia do Lobato, na última quinta-feira (27) - foi ouvido pela delegada titular da 3ª Delegacia de Homicídios da Baia de Todos os Santos (DHBTS), Pilly Dantas. Durante coletiva à imprensa, em que o segurança não foi apresentado por causa de uma solicitação dos defensores, a titular explicou detalhes do depoimento de Júlio César.

A titular da DH/BTS informou que o segurança se expressa de forma prolixa e contraditória no depoimento. Júlio César também declarou em depoimento que não trabalhava armado. Segundo o relato do suspeito, o revólver calibre 38, utilizado no crime foi adquirido pelo segurança há cinco anos. Ele levou a arma para o trabalho para se defender das ameaças que ele disse que sofria dos adolescentes.

A Fuga

Também no depoimento, Júlio César disse que logo depois do crime ele ficou atordoado, descartou a arma em um contêiner de lixo e se escondeu no mato. Em seguida se escondeu na casa do irmão e depois de cair em contradição, disse que estaria no bairro do Uruguai, mais uma vez entrou em contradição. Após as investigações a polícia concluiu que ele estava em uma casa em Salinas das Margaridas.

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Publicado originalmente em 3/05 às 18h37

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