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Burocracia atrasa soltura de baianos presos no Cabo Verde

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O deputado federal baiano Antônio Imbassahy (PSDB) está em Cabo Verde nesta segunda (16) e acompanha o andamento do caso  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 16/07/2018, às 06h29   Redação BNews



Os três brasileiros presos em Cabo Verde, entre eles dois baianos, deverão aguardar até agosto para retornarem ao Brasil. O trio é acusado de tráfico de drogas, mas a Polícia Federal brasileira concluiu sua investigação e apontou que os três velejadores são inocentes. Os dois baianos, Rodrigo Dantas, de 25 anos, Daniel Guerra, e o gaúcho Daniel Dantas foram condenados a dez anos de prisão em julgamento realizado no mês de março.

A documentação que poderia soltar o grupo não foi entregue ao governo do Cabo Verde dentro do prazo legal. Se fosse enviada até a última quinta-feira (12), os brasileiros poderiam ser libertados e aguardariam em liberdade o julgamento de seus recursos. 

De acordo com Barbara Dantas, irmã de Daniel, a entrega não foi possível por causa da burocracia. “O prazo para levar a documentação às autoridades da ilha terminou na quinta-feira. Como ela não foi entregue, o pedido de libertação foi indeferido pela Justiça cabo-verdense. A burocracia venceu e os brasileiros terão de aguardar na prisão o novo julgamento, que pode ocorrer em agosto, outubro ou mais tarde”, disse Barbara em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. 

O deputado federal baiano Antônio Imbassahy (PSDB) está em Cabo Verde nesta segunda-feira (16) e acompanha o andamento do caso. "Não podemos passar nenhuma sensação de interferência do Estado brasileiro em outro país.Temos que ter essas precauções todas, estamos tendo apoio do Itamaraty, do Palácio do Planalto, do Ministério da Justiça. Acredito que com o tempo isso será esclarecido", afirma o tucano. 

"Farei uma visita à direção do presídio para verificar o estado físico, saber como estão sendo tratados os baianos e o gaúcho. Depois, faremos uma visita aos presos", informou Imbassahy em entrevista ao programa Seis em Ponto, na Metrópole FM, nesta manhã. 

Entenda o caso:

Parentes de dois baianos tentam provar que eles foram vítimas de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Tudo começou após um anúncio de emprego na internet. Foi assim que Rodrigo Dantas e Daniel Guerra decidiram encarar o desafio de atravessar oceano Atlântico para entregar um veleiro na Ilha de Açores, em Portugal.

Ambos foram contratados pela mesma empresa, a Yatch Delivery Company, com sede na Holanda. Em Natal, o gaúcho Daniel Dantas se juntou à equipe. Antes de sair do Brasil em agosto, o veleiro passou por inspeções da Polícia Federal em Salvador e em Natal. O barco foi liberado sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada, mas na Ilha de Mindelo, em Cabo Verde, na África, o veleiro foi mais uma vez inspecionado e mais de uma tonelada de cocaína foi encontrada escondida em um piso de concreto e cimento na embarcação.

Em junho deste ano, o inglês George Fox, dono da embarcação, foi preso por ser apontado como o responsável pela droga transportada pelos brasileiros.

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