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Polícia Civil investiga se milicano Adriano de Nóbrega lavou dinheiro na Bahia

Divulgação/Polícia Civil RJ

Ex-PM foi morto em confronto com agentes na cidade de Esplanada, no último domingo (9), de acordo com informações da SSP-BA

Publicado em 12/02/2020, às 11h39    Divulgação/Polícia Civil RJ    Redação BNews

O Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil da Bahia investiga a estadia de Adriano Magalhães de Nóbrega, milicano acusado de comandar o "Escritório do Crime", no Rio de Janeiro, na Bahia.

Ele passou por Costa do Sauípe, no município de Mata de São João, e por Esplanada, onde foi morto em confronto com a polícia no último domingo (9), de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).

O objetivo é identificar possíveis investimentos que caracterizem lavagem de dinheiro, ou qualquer outra prática criminosa. Adriano possuía mandado de prisão e era suspeito de cometer diversos delitos no Rio de Janeiro.

A Draco reunirá os depoimentos do homem preso no dia em que Adriano de Nóbrega foi localizado e de testemunhas das duas cidades. Também vão ser buscadas pistas na investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro, de algum crime na Bahia.

“Estamos com equipes no terreno e vamos esmiuçar toda a passagem de Adriano pelo território baiano”, relatou o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão. Ele acrescentou que informações sobre Adriano podem ser enviadas, sem necessidade identificação, através dos telefones 3235-0000 (quem estiver em Salvador) e 181 (denunciantes do interior).

Conhecido como "Capitão Adriano", o ex-policial militar homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2005, quando estava preso, acusado de homicídio, entrou para a PM em 1996. Em 2000, concluiu o curso e ingressou no Bope. 

Há indícios de que comandou por anos o "Escritório do Crime", milícia formada por matadores de aluguel na Zona Oeste do Rio. Membros do grupo são investigados por possível participação na morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL.

Adriana estava foragido desde o dia 22 de janeiro de 2019.

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